Segunda-feira, 28 de Abril de 2014

O meu filme parte 2

A partir de 1985 foi o início de um processo complicado, porque a construção civil e as instalações industriais estavam praticamente paradas e não havia empregos disponíveis para ninguém.

  Então tentei trabalhar durante algum tempo por conta própria, mas não foi a melhor aposta.

  Entrei então no esquema dos pequenos contratos temporários e dos trabalhos à hora e assim andei até 1992.

  Em 1992 após uma temporada a trabalhar em refinarias na Bélgica, Alemanha, França e Holanda resolvi criar a minha própria empresa, em sociedade com outro companheiro que andava mais ou menos na mesma situação. A verdade é que mesmo tendo nós bastante trabalho sempre tivemos imensos problemas de dinheiro.

  Ou porque os preços eram mal calculados, ou porque os clientes para quem trabalhávamos não eram correctos nos pagamentos, a verdade é que sempre tivemos problemas e resolvemos cessar a actividade da empresa no ano 2000 e regressarmos ao mercado de trabalho que entretanto tinha melhorado relativamente.

  Informaram-me na altura que tinha entrado em vigor um decreto-lei que obrigava à inspecção e certificação todas as instalações eléctricas que fossem novas e precisassem de licença de habitação, ou as já existentes que precisassem de um aumento de potência e que as equipes de inspectores estavam a ser formadas.

  Informei-me no Ministério da Economia, Direcção Geral de Energia que as empresas encarregadas de formar essas equipes eram o ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade) de Oeiras, o LIQ (Laboratório Industrial de Qualidade) de Águeda e o IEP (Instituto Electrotécnico Português) da Srª da Hora.

  Enviei a minha candidatura acompanhada de Curriculum Vitae para o ISQ e após uma selecção rigorosa e várias entrevistas fui admitido para o cargo de Inspector de Instalações Eléctricas de 5ª Categoria e no qual só não me encontro neste momento por motivos de saúde

  Acerca da minha vida familiar pouco há a dizer.

  Sou casado há cerca de trinta e dois anos, tenho uma filha de trinta e um anos com uma licenciatura em Psicologia, e um filho de vinte e sete anos Técnico de Hotelaria.

  A minha mulher é técnica de restauro de arte antiga, tem cinquenta e quatro anos e encontra-se desempregada há mais de dois anos por a empresa onde trabalhava ter encerrado as portas devido a uma falência fraudulenta.

  Neste momento estou de baixa prolongada por motivo de uma falência renal controlada. tendo sido submetido a um transplante renal no principio do ano de 2007, do qual me encontro em recuperação, podendo voltar ao trabalho dentro de muito pouco tempo.

  Pensei seriamente em tratar de meter o pedido de reforma, quando comecei a fazer Hemodiálise, mas como entretanto surgiu a possibilidade de um transplante, e neste momento, depois de ter passado um mau bocado, encontro-me em boa forma física e psicológica, resolvi adiar o pedido da reforma por mais algum tempo.

  Da minha actividade social, também não tenho um grande historial, a não ser que possamos considerar histórico o facto de na fase que se seguiu ao Vinte e Cinco de Abril ter participado activamente na formação de um partido político, fui delegado sindical durante cerca de dez anos e membro activo das comissões de trabalhadores da empresa onde trabalhava.

  Fui organizador durante vários anos das festas da minha aldeia e agora só não sou porque estas acabaram, organizei e ainda organizo quando calha almoços de convívio entre antigos amigos e colegas.

  Os meus passatempos quando estava em boa forma física eram e de certo modo ainda são, dar grandes caminhadas, ler muito, ouvir música e ver televisão.

  As leituras do meu agrado são no essencial, romances e ficção.

  Li nos últimos tempos: “Paula”, “A Filha da Fortuna” e “A Cidade dos Deuses Selvagens” de Isabel Allende; “A  Filha do Capitão” e “O Codex  632”  de José Rodrigues dos Santos; “O  Memorial do Convento”, “Todos os Nomes” e “As Intermitências da Morte” de José Saramago; li ainda “Vale Abraão” de

Agostina Bessa Luís e outras obras de autores nacionais e estrangeiros.

  Agora ando mais entretido a tentar fixar o novo regulamento de Instalações Eléctricas que foi publicado em Setembro de 2006 e a tentar aprender a trabalhar com o computador.

  Em televisão gosto de ver alguns concursos que tenham como tema cultura geral, tendo participado recentemente no concurso “Um Contra Todos” e gosto de alguns programas dos canais de cabo, nomeadamente “Odisseia”, “Discovery”, “People & Arts”, “History”, “National Geografic” e mais alguns programas que por aí andam.

  Gosto de alguns debates e dos noticiários

  Detesto “Talk Shows”, “Reality Shows”, e programas de ”encher chouriços” onde verdade se diga gastam-se milhões de euros dos contribuintes, com equipas formadas por dezenas de pessoas com orquestras e apresentadores de cacaracá à mistura e muitas vezes nos locais onde, inclusivamente no estrangeiro, vão também encher chouriços tem cem ou cento e cinquenta pessoas a verem o espectáculo.

  Uma coisa de que eu também gosto muito, é viajar, e quer em trabalho, ou em lazer, já viajei alguma coisa pelo mundo.

  Posso dizer que já fiz escala ou que já permaneci em cidades como; Funchal, São Tomé, Luanda, Moçâmedes, Lobito, Maputo, Cape Town, Port Elisabeth, Burgos, Vitória, Pontevedra, Vigo, Santiago de Compostela, Cáceres, Bordéus, Paris, Lion, Bruxelas, Antuérpia, Roma, Damasco, Beirute, Colónia, Bona, Amesterdão e Ponta Delgada.

  Em Portugal Continental, conheço o país quase de uma ponta à outra e sobretudo a zona sul que conheço, aldeia por aldeia, vila por vila e cidade por cidade tanto no Alentejo, como no Algarve, ou Estremadura.

 

  O futuro? Pois se nós tivéssemos alguma vez a hipótese de imaginar o que nos reserva o futuro penso que a maior parte das vezes seria o caos e uma quantidade tão grande de coisas a passar tão rapidamente diante de nós, que certamente ninguém iria ter capacidade para saber como enfrentar a situação.

  Como eu gostaria que ele fosse, também só é possível sonhar, porque sou um pouco lírico mas não sou utópico.

FIM

 

 

 

 

publicado por lino47 às 15:22
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