Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

instalações militares

Com uma economia incalculável noutro campo para o país – a que resultará do aproveitamento das extraordinárias instalações militares espalhadas pelo território nacional. Aqui, é mesmo incalculável o conjunto de benefícios que podem reverter para a administração central e local, para os agentes económicos, para as populações que as pagaram, dando-lhes o que pode considerar-se um fim social útil. São áreas de muitos hectares, cada uma delas com um conjunto de magníficas instalações atingindo largas centenas de excelentes construções – edifícios administrativos, cozinhas, salas de aulas, oficinas, dormitórios, instalações desportivas, parques auto. Se não aproveitadas em tempo útil, não só perdem as populações e o país, como ficarão destinadas a tornarem-se outras tantas ruínas e desperdícios à semelhança do sucedido com o extraordinário Forte da Graça junto a Elvas, votado ao abandono e ao vandalismo da terra de ninguém. Para isso haja vontade e decisão, a saber, sejam tomadas medidas (x).
Post Scripumt: uma brisa de leste tem soprado sobre o país nos últimos anos sem que se tenham aproveitado da melhor forma os ventos favoráveis da modernização e do progresso europeus, nas FA como noutros sectores nacionais. Agora que pelo mês de Março um novo ciclo político* like emoticon se anunciou e antes que mudem os ventos favoráveis, que venham as decisões.
José B. Monteiro, Cor. Pára-quedista
Restelo, 5 Jul 02
*Novo governo.
No Independente
“Defesa Nacional – Radiografia Militar”

Com a profunda redução na duração do serviço militar obrigatório no início da década de noventa (a), o modelo de exército existente foi praticamente desmantelado – perdeu a sua base, deixando quase de ter soldados capazes de preencher de forma credível as poucas unidades de forças operacionais existentes. As estruturas do modelo no entanto mantiveram-se até hoje, do que resulta continuar o país a dispor de Forças Armadas demasiado pesadas, para forças operacionais demasiado ligeiras. Sob pena de inexistência de facto, o modelo actual está esgotado.
A existência de conceitos estratégicos, mais teorizações de práticas em vigor do que concepções de planos que arrastem projectos, têm o valor que têm, de referências suficientemente genéricas, vagas e abstractas, para não serem impeditivos da tomada de medidas.
Como passar de um organização de cinquenta mil cidadãos para trinta a quarenta mil, digamos dois terços da dimensão actual e ganhar um conjunto de forças devidamente armadas, por custos bem inferiores aos actuais.
Dentro da tradicional visão por sectores, e num país fundamentalmente marítimo e aero--naval, uma Armada ou Marinha de Guerra com que forças e meios? No mínimo idênticos aos existentes e evidentemente que com os submarinos. A admitir a redução de meios na Marinha, como poderá suceder com a não substituição dos existentes, a dimensão restante justifica a existência de uma Armada enquanto tal? FA sem Marinha de Guerra no Portugal atlântico? Uma Força Aérea com dimensões não muito longe das existentes. Insistir numa segunda esquadra de F-16, dadas as comprovadas dificuldades em dispor de pilotos para a esquadra actual e demais custos envolvidos, com que sustentabilidade? Com que justificações, na dimensão, nas possibilidades e nas necessidades do país?
Na dimensão territorial nacional e no contexto político-militar em que o país se insere, encontra-se a necessidade em dispor do elemento essencial de combate, o soldado terrestre, a justificação fundamental de um Exército de Terra. Com uma brigada mecanizada, sem a qual não há presença mínima respeitável no mundo militar moderno e na Europa, mais uma outra de infantaria ligeira, dando a consistência mínima necessária ao ramo terrestre das FA. E algumas forças especiais, de necessidade elementar e cada vez mais no futuro. Insistir numa terceira brigada, quando se tem de longa data revelado a incapacidade em dispor de duas minimamente credíveis, é perder tempo e energias com planos irrealistas e inconsequentes.
Na organização de base, pouco havendo a racionalizar em dois ramos relativamente modernizados e dispondo de meios de combate e infra-estruturas territoriais mínimas, ou seja na Armada e na Força Aérea, resta o Exército ainda com um modelo do tempo da guerra-fria e do SMO da segunda metade do séc. XX. Em trinta grandes aquartelamentos existentes, sedes de quase outros tantos regimentos sem tropa, seleccionar uma dezena, destinada aos futuros regimentos de instrução e batalhões operacionais. Para oito grandes escolas práticas do tempo dos grandes efectivos mas hoje quase vazias, reconverter duas juntando numa a formação dos quadros das armas combatentes agora dispersas por quatro.
Na organização intermédia, estruturas ajustadas á realidade militar nacional. Das três escolas superiores de nível universitário, escolher uma que melhor se adapte a uma grande e categorizada escola única, complementada com as necessidades de formação especifica dos três ramos, sempre com um grau significativo de formação comum. Idem quanto aos institutos e outras escolas superiores e demais centros de formação militar. Os órgãos e serviços de apoio, racionalizados de acordo com as modernas técnicas de administração e gestão.
Na organização superior, uma economia de escala muito significativa. A abolição de três regiões militares, presentemente reduzidas a três quartéis-generais com bastantes quadros e produtividade nula. Três altos comandos operacionais dos ramos, transformados num comando operacional (a) das FA com o aproveitamento das extraordinárias infra-estruturas de um dos actuais comandos. E se for possível racionalizar os estados-maiores num estado-maior de defesa, tanto melhor - em termos de infra-estruturas e de equipamentos, um dos atuais, o maior e o mais moderno, está seguramente sobredimensionado (b). Assim se dispensará facilmente um previsto novo estado-maior (c) para substituir um dos actuais, uma construção faraónica em risco de ir constituir um enorme elefante branco destinado a chefiar um dos ramos, em cuja orgânica não se prevê a existência de qualquer divisão ou corpo de exército, cem milhões de euros para não gastar.
Difícil, começa a ser deixar de fazer alguma coisa Para uma modernização que dê ao País umas novas FA, acabando assim com o estado a que se chegou e a habitual responsabilização dos políticos pelos militares, pela ausência de mudanças versus falta de meios financeiros. Implementando um choque militar em ralação ao status quo, para que o país possa efectivamente contar com forças credíveis em permanência, o que não sucede hoje, contar com outra segurança e credibilidade militares. As economias resultantes, aplicadas num treino permanente que hoje é pouco mais que incipiente, com outros resultados bem diferentes dos actuais. Possivelmente dando até para pagar melhores salários aos futuros profissionais militares.
Com uma economia incalculável...

publicado por lino47 às 23:29
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