Terça-feira, 1 de Julho de 2014

A Síria hoje e antes


Eu sabia, embora não soubesse os números. 
Como sabes eu vivi lá uns tempos e não só fiquei impressionado
como fiquei apaixonado pela terra  e pelas gentes. 
Já escrevi por aqui várias coisas sobre isso.
E o grau de cultura era de ficar parvo.
Fui várias vezes convidado e aceitei ir lanchar a casa de pessoas importantes que falavam abertamente sobre política e criticavam abertamente Affez Al Assad
Quando lá cheguei fiquei admirado porque eles conheciam mais de Portugal e a sua história do que muitos dos portugueses, incluindo os que foram comigo. 
Mas digo mais um pouco.
Politicamente a Síria é e já era no tempo do pai muito próxima de Moscovo mas só no que respeita ao seus interesses militares e comerciais.
Houve um episódio que marcou fortemente o regime de Affez Al Assad e que levou a que muito do povo o tivesse ficado a odiar e que ainda é conhecido como o passeio a  Bagdad.
Em 1979 que foi o ano em que lá vivi, as raparigas andavam na rua de calças de ganga justas ao corpo e com os braços à mostra. 
Em nenhum outro país árabe isso acontecia
Nas igrejas cristãs católicas ou ortodoxas realizavam-se missas e a seguir havia convívio, com baile e petiscada.
A Síria é o único país que conserva intacta a maior cidade romana do oriente médio assim como o maior castelo dos cruzados
Na cidade onde vivi , Homs, com cerca de um milhão de habitantes, os mercados fervilhavam de gente e encontrava-se de tudo para consumo.
Podiamos comprar alcoól e carne de porco nas lojas da especialidade sem qualquer poblema. 
Como era mais barato, íamos à fronteira com o Líbano, Zona Franca, abastecer de cerveja, vinho, tabaco, wisky e nunca tivemos problemas. 
Era-mos  interceptados frequentemente por patrulhas civis e militares, mas assim que mostrava-mos o passaporte deixavam-nos passar carregados de alcoól.
As patrulhas eram frequentes porque o Líbano estava em plena guerra civíl e nós estávamos a 20 quilómetros da guerra.
Quando estalou esta merda na Síria eu sabia que era interveniência externa e escrevi várias coisas sobre isso e comprovou-se que o que eu dizia estava certo.
Só fiquei admirado foi porque os franceses eram um dos maiores parceiros comerciais da Síria e começaram a apoiar os rebeldes, apercebi-me bem que eram os americanos que estavam a apoiar a AL Kaeda, como apoiaram sempre os Talibâs, e era a Al Kaeda que estava a fomentar a tão aclamada primavera árabe.
 

publicado por lino47 às 15:56
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