Sábado, 27 de Dezembro de 2014

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O Senhor Inquisidor O Expresso ao fazer a descrição do “inquisidor” Carlos Alexandre traduziu lapidarmente a personalidade do homem nas palavras do advogado Nuno Godinho de Matos quando este afirma: “Mas procura suportar as teses e as posições do Ministério Público. Seria um grande diretor da Polícia Judiciária. Acho que essa é a sua vocação.” Carlos Alexandre é um católico ferrenho, mariânico que gosta de ir a Fátima. Tem nele aquilo que fez os grandes inquisidores do Tribunal do Santo Ofício, digo eu. Desconfia do poder e não acredita no que dizem as pessoas que se sentam à sua frente. Tal como os inquisidores do “Santo Ofício” só enfrenta culpados e o trabalho e esforço de Carlos Alexandre é confirmar a culpa que deu forma a uma acusação da PJ e Ministério Público. Tal como o licenciado e sacerdotes António del Corro que morreu em Sevilha em 1556 aos 85 anos de idade depois de mandar para as fogueiras e masmorras milhares de pessoas, Carlos Alexandre deve lamentar não haver fogueiras, mas, felizmente para ele, há masmorras Carlos é trabalhador e um homem inteligente, mas uma coisa ele não é, um juiz de instrução e nunca será capaz de ser juiz de qualquer tribunal. O espírito dele é o de acusador, inquisidor à moda antiga; a verdade está na cabeça dele antes do próprio processo e se há umas folhas processuais tem de haver um culpado e se não foste tu com o teu nome, foi o teu amigo em teu nome, ou foi um familiar, um motorista e, porque não, um porteiro, sempre em teu nome. O verdadeiro juiz de instrução avalia as provas que lhe são postas em cima da mesa sem se preocupar com o que dizem os jornais ou o que pode a sua vítima dizer para o exterior. Em princípio, só após uma investigação é que alguém se deve sentar à sua frente ou em casos de franco delito. Nenhum juiz imparcial manda prender para investigar, nomeadamente para saber se os amigos e conhecidos são testas de ferro de crimes que não tem em cima da mesa. O juiz de instrução não vê a cara das pessoas e não quer saber quem elas são; apenas quer saber se os papéis que o procurador lhe trouxe têm algo de verdadeiro e não são ficção. Além disso, não autoriza fugas ao segredo de justiça nem a queima dos não condenados na fogueira da opinião pública. O verdadeiro juiz não admite que as eventuais testemunhas sejam influenciadas por uma das partes sem o serem pelo contraditório da outra parte. Enfim, o licenciado Carlos Alexandre é um homem capaz, mas não é um juiz. Dieter Dellinger O Senhor Inquisidor O Expresso ao fazer a descrição do “inquisidor” Carlos Alexandre traduziu lapidarmente a personalidade do homem nas palavras do advogado Nuno Godinho de Matos quando este afirma: “Mas procura suportar as teses e as posições do Ministério Público. Seria um grande diretor da Polícia Judiciária. Acho que essa é a sua vocação.” Carlos Alexandre é um católico ferrenho, mariânico que gosta de ir a Fátima. Tem nele aquilo que fez os grandes inquisidores do Tribunal do Santo Ofício, digo eu. Desconfia do poder e não acredita no que dizem as pessoas que se sentam à sua frente. Tal como os inquisidores do “Santo Ofício” só enfrenta culpados e o trabalho e esforço de Carlos Alexandre é confirmar a culpa que deu forma a uma acusação da PJ e Ministério Público. Tal como o licenciado e sacerdotes António del Corro que morreu em Sevilha em 1556 aos 85 anos de idade depois de mandar para as fogueiras e masmorras milhares de pessoas, Carlos Alexandre deve lamentar não haver fogueiras, mas, felizmente para ele, há masmorras Carlos é trabalhador e um homem inteligente, mas uma coisa ele não é, um juiz de instrução e nunca será capaz de ser juiz de qualquer tribunal. O espírito dele é o de acusador, inquisidor à moda antiga; a verdade está na cabeça dele antes do próprio processo e se há umas folhas processuais tem de haver um culpado e se não foste tu com o teu nome, foi o teu amigo em teu nome, ou foi um familiar, um motorista e, porque não, um porteiro, sempre em teu nome. O verdadeiro juiz de instrução avalia as provas que lhe são postas em cima da mesa sem se preocupar com o que dizem os jornais ou o que pode a sua vítima dizer para o exterior. Em princípio, só após uma investigação é que alguém se deve sentar à sua frente ou em casos de franco delito. Nenhum juiz imparcial manda prender para investigar, nomeadamente para saber se os amigos e conhecidos são testas de ferro de crimes que não tem em cima da mesa. O juiz de instrução não vê a cara das pessoas e não quer saber quem elas são; apenas quer saber se os papéis que o procurador lhe trouxe têm algo de verdadeiro e não são ficção. Além disso, não autoriza fugas ao segredo de justiça nem a queima dos não condenados na fogueira da opinião pública. O verdadeiro juiz não admite que as eventuais testemunhas sejam influenciadas por uma das partes sem o serem pelo contraditório da outra parte. Enfim, o licenciado Carlos Alexandre é um homem capaz, mas não é um juiz.

publicado por lino47 às 21:46
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