Quinta-feira, 17 de Maio de 2018

Dos fracos não reza a historia

Comnadante da CAP.jpg

 

DOS FRACOS NÂO REZA A HISTÓRIA.
Dizem que não se deve desejar a morte a ningúem, mas há seres que só saber que estão vivos, incomoda.
Desapareceu mais um cabecilha da contrarevolução, do caciquismo do caceteirirismo, da maioria silenciosa, do MIRN do MDLP e do CDS, que ajudou em 1975 a pôr Portugal a ferro e fogo com os pequenos e médios lavradores da região de Santarém e Rio Maior contra o resto do país.
Senhor de grandes herdades com centenas de hectares a maioria delas aba...ndonadas ou transformadas em coutadas de caça, atiçava os pequenos e médios lavradores como quem atiça buldogs, organizava barricadas de onde ameaçava o governo de então com o corte no abastecimento de géneros à capital.
Morreu de velho, no esquecimento, sem honra nem glória.
Às suas ordens e da comandita que o seguia, Portugal chegou a estar sem leite, sem batatas ou sem pão durante semanas.
Provou-se o ditado.
Dos fracos não reza a história.

publicado por lino47 às 15:29
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 3 de Maio de 2018

comentários

As pessoas passam, as instituições continuam.
O Partido Socialista é um pilar central da democracia.
Foi um partido fundador e que se opôs frontalmente ao seu desvirtuamento nos idos de 1975 e mais tarde contribuiu de forma decisiva para a sua consolidação ao estar ao lado do Grupo dos Nove.
Após a revolução de Abril e o caos natural que se seguiu devido à descompressão do longo periodo da ditadura de Salazar, foi o Partido Socialista no I Governo Constitucional, liderado pe...lo Dr. Mário Soares, que estabilizou a economia.
O que voltaria a fazer em 1983, após o desgoverno da AD, em que foi nomeado Primeiro-Ministro Francisco Balsemão, após a morte de Francisco Sá Carneiro no trágico acidente aéreo em Dezembro de 1980.

Como disse o Partido Socialista é e será um pilar fundamental do regime democrático, apesar de todas as tentativas obnubilizadoras da direita para andar a reescrever a história.

Mesmo os factos políticos anteriores à vinda da troika em 2011, permanecem mal contados.
Sabe-se que o PEC IV tinha sido apoiado por Bruxelas e tinha a luz verde de Angela Merkel e sabemos também que o PEC IV foi chumbado com os votos do BE e do PCP.

Os telhados de vidro da direita são imensos, quer na administração central, quer local, há processos parados no MP há muito tempo quando visam personalidades sonantes à direita.
HÁ por parte das magistraturas uma óbvia intencionalidade política de que é flagrante exemplo a queixa contra todo o Governo de Sócrates por parte da Associação Sindical de Juízes, que após 6 anos de investigação lá descobriram que haveria uns livros comprados indevidamente por um secretário e estado.

Não podemos perder o norte, nem o essencial.

Se personalidades ligadas ao PS cometeram no exercício de funções públicas ilícitos criminais devem ser julgados com todos os direitos que lhe assistem e assegurada a presunção de inocência até trânsito em julgado da decisão.

E o mesmo tem que se aplicar a todos os membros de qualquer partido.Não há vacas sagradas.

Não podemos ignorar a ignomínia de ver Durão Barroso alinhar ao lado dos EUA numa mentira para ganhar a opinião pública para a invasão do Iraque com as desastrosas consequências que perduram.

Não podemos ignorar as crateras bancárias do BPN, do BES, da GGD, do BPP, do BANIF e ao que parece do Novo Banco.

Não podemos ignorar esse período negro da governação Passos Coelho que alienou ao desbarato as empresas estratégicas portuguesas e que ignorou olimpicamente a hecatombe bancária.

REPITO, quem acusado de ter cometido ilicitos criminais no exercício de funções públicas, se num julgamento justo e com todas as garantias de defesa for obtida prova condenatória deve ser severamente condenado.
Mas isto aplica-se a todos os partidos e não apenas ao PS que parece ser o alvo seleccionado pelo MP.

Vamos lá parar com os tiros no pé.

Como dizia Mário Soares, esse vulto maior da democracia, só é vencido quem desiste de lutar.

Ver Mais
 
 
Gosto
 
Gosto
 
Adoro
 
Riso
 
Surpresa
 
Tristeza

As pessoas passam, as instituições continuam.
O Partido Socialista é um pilar central da democracia.
Foi um partido fundador e que se opôs frontalmente ao seu desvirtuamento nos idos de 1975 e mais tarde contribuiu de forma decisiva para a sua consolidação ao estar ao lado do Grupo dos Nove.
Após a revolução de Abril e o caos natural que se seguiu devido à descompressão do longo periodo da ditadura de Salazar, foi o Partido Socialista no I Governo Constitucional, liderado pe...lo Dr. Mário Soares, que estabilizou a economia.
O que voltaria a fazer em 1983, após o desgoverno da AD, em que foi nomeado Primeiro-Ministro Francisco Balsemão, após a morte de Francisco Sá Carneiro no trágico acidente aéreo em Dezembro de 1980.

Como disse o Partido Socialista é e será um pilar fundamental do regime democrático, apesar de todas as tentativas obnubilizadoras da direita para andar a reescrever a história.

Mesmo os factos políticos anteriores à vinda da troika em 2011, permanecem mal contados.
Sabe-se que o PEC IV tinha sido apoiado por Bruxelas e tinha a luz verde de Angela Merkel e sabemos também que o PEC IV foi chumbado com os votos do BE e do PCP.

Os telhados de vidro da direita são imensos, quer na administração central, quer local, há processos parados no MP há muito tempo quando visam personalidades sonantes à direita.
HÁ por parte das magistraturas uma óbvia intencionalidade política de que é flagrante exemplo a queixa contra todo o Governo de Sócrates por parte da Associação Sindical de Juízes, que após 6 anos de investigação lá descobriram que haveria uns livros comprados indevidamente por um secretário e estado.

Não podemos perder o norte, nem o essencial.

Se personalidades ligadas ao PS cometeram no exercício de funções públicas ilícitos criminais devem ser julgados com todos os direitos que lhe assistem e assegurada a presunção de inocência até trânsito em julgado da decisão.

E o mesmo tem que se aplicar a todos os membros de qualquer partido.Não há vacas sagradas.

Não podemos ignorar a ignomínia de ver Durão Barroso alinhar ao lado dos EUA numa mentira para ganhar a opinião pública para a invasão do Iraque com as desastrosas consequências que perduram.

Não podemos ignorar as crateras bancárias do BPN, do BES, da GGD, do BPP, do BANIF e ao que parece do Novo Banco.

Não podemos ignorar esse período negro da governação Passos Coelho que alienou ao desbarato as empresas estratégicas portuguesas e que ignorou olimpicamente a hecatombe bancária.

REPITO, quem acusado de ter cometido ilicitos criminais no exercício de funções públicas, se num julgamento justo e com todas as garantias de defesa for obtida prova condenatória deve ser severamente condenado.
Mas isto aplica-se a todos os partidos e não apenas ao PS que parece ser o alvo seleccionado pelo MP.

Vamos lá parar com os tiros no pé.

Como dizia Mário Soares, esse vulto maior da democracia, só é vencido quem desiste de lutar.

Ver Mais
 
 
Gosto
 
Gosto
 
Adoro
 
Riso
 
Surpresa
 
Tristeza
 
Ira
 
Comentar
 
Ira
 
publicado por lino47 às 14:07
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2018

A Guerra na Síria

A GUERRA NA SÍRIA
Quem se importa com o que se passa do outro lado?
Era urgente que as cadeias de televisão fizessem um debate independente que informasse convenietemente sobre o que é Goutha, sobre o porquê dos bombardeamentoss a Ghouta e sobre Damasco.
Mas que informasse também dos lançamentos constantes de obuses e morteiros vindos do lado de Ghouta sobre os bairros de Damasco.
A maior parte das pessoas que ouvem os comentadores e noticiaristas não tem a minima noção do ...que é que se está a falar quando vêem imagens da cidade satélite de Damasco a ser arrasada pelos aviões russos e as tropas governamentais e não sabe que Goutha é uma cidade satélite como o Montijo ou Rio Tinto onde se refeugiaram todos os regimentos do Daesh e da AL Qaeda que usam as populações como escudos humanos e mostram crianças que esles próprios torturam e matam.
Não há um único noticiário ou reportagem sobre o que se passa em Damasco.
Não aparece uma única entrevista às populações fustigadas constantemente pelos rebeldes e pelas tropas do ISIS, Daesh, Al Qaeda ou seja lá o que for.
As cadeias de televisão portuguesas não tem um único repórter no terreno servindo-se das imagens tendenciosas fornecidas pelas cadeias americanas.
Tiveram Candida Pinto no Iraque ou Carlos Fino no Egito mas com a contenção de custos e os cortes nas despesas preferem gastar verbas em concursos da treta para entreter e estupidificar o pagode.
Em nenhum conflito é possível haver uma informação decente e independente quando só se mostra um dos lados da barricada.
E era útil saber que os mais recentes dados, davam como certo que o Daesh ainda tinha cerca de cinco mil soldados em Goutha, armados até aos dentes com armamento e mercenários vindos de toda a Europa, nomeadamente França, Inglaterra, Alemanha e até de Portugal e dos Estados Unidos.

Siria V.jpg

 

publicado por lino47 às 13:35
link do post | comentar | favorito
Domingo, 11 de Fevereiro de 2018

O eucalipto

 

O eucalipto é, por si só, o maior factor de desertificação do país, e a desertificação do país é o nosso problema número um. Não vale a pena falarem em descentralização, nem em ocupação do interior nem em valorização do mundo rural, enquanto estivermos submetidos à ditadura do eucalipto. Juntem a isso o conhecimento, hoje absolutamente indisfarçável, de que o eucalipto é, de longe, o maior factor de deflagração de incêndios: o eucalipto mata. Mata a floresta, mata casas, povo...ações, pessoas. E, como vimos agora, mata rios.
Mata a pesca, a agricultura, a paisagem, o turismo do interior. Com a limpeza dos rios, com as indemnizações às vítimas dos fogos, com os negócios e negociatas à volta do combate aos incêndios, só de custos directos a indústria de celuloses custa uma fortuna aos contribuintes. Mas quem se quiser deitar a pensar quanto mais custa ao país e aos contribuintes o abandono dos campos e a desertificação de todo o interior, rapidamente chegará à conclusão que 1300 milhões não são nada comparados com isso.
Restam os postos de trabalho que se perderiam. Mas chamo a atenção para os estudos recentes que têm vindo a público e que nos dizem que, com a quebra da natalidade e o envelhecimento demográfico galopante que temos, o nosso principal problema em breve vai ser a escassez de dezenas, e logo centenas, de milhares de postos de trabalho na indústria, se quisermos continuar a crescer. Só é preciso ter a coragem de mudar de paradigma. Sairmos de um pensamento de país terceiro-mundista.
O descaramento já atingiu tal ponto que, na semana passada, a revista “Sábado” não só se dava ao luxo de tranquilamente transcrever largas passagens do interrogatório do juiz Carlos Alexandre a Paulo Santana Lopes e José Veiga, visando implicar o juiz Rui Rangel, como também chegava ao ponto de comentar os apartes de Carlos Alexandre, deste género: “Bem ao seu estilo, Carlos Alexandre não resistiu a desabafar…”. Se tamanha intimidade relativamente a uma peça teoricamente alvo do chamado “segredo de justiça” já dá muito que pensar, que dizer do facto de um jornalista da revista, aparentemente acompanhado de um fotógrafo, ter andado a seguir os últimos cinco dias de Rui Rangel, antes de ser despoletada a ‘Operação Lex’, fotografando-o a sair de casa, a entrar no Tribunal da Relação, a sair para um jogo de futebol com amigos, a embarcar no carro na garagem do condomínio, etc.? A PJ ou o MP agora fazem vigilâncias a suspeitos em conjunto com jornalistas da Cofina ou fornecem-lhes “em exclusivo” o material dessas vigilâncias? Independentemente dos suspeitos em causa, com quem eu não gastaria um jantar (mas isso não vem ao caso), muito gostaria de saber se o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, o director nacional da PJ, a PGR, o Conselho Superior do Ministério Público, não acham seu dever dizer uma palavrinha sobre o assunto? Ou já nada os envergonha? E, se já nada os envergonha, o que devemos esperar a seguir?

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 10/02/2018) O eucalipto é, por si só, o maior factor de desertificação do país, e a desertificação do país é o nosso problema número um. Não vale a pena falarem…
estatuadesal.com
 
 
 
 
publicado por lino47 às 13:27
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

O meu patrão é rico

Essa história faz-me lembrar um borra botas de um canalizador de Rio Tinto que trabalhava nos Açores por conta do Soares da Costa.
Cada vez que falava na quinta e nos Mercedes, Porches e Jaguares de luxo que o patrão tinha em Sto Ovídio, até os olhos lhes brilhavam.
Eu bem lhe dizia:
Oh filho da puta, olha que se ele tem esses milhões e benesses todos é à custa de tu ganhares um ordenado de merda longe da tua casa, da tua mulher e dos teus filhos.
É à custa de ires dormir com a tua mulher e veres os teus filhos de seis em seis meses, dormires em cima de seis tábuas dentro de um barracão coberto de zinco, tomares banho ou fazeres a barba num lavadouro acéu aberto e andares a comer na cantina batatas com costeletas, chispe ou bacalhau e grão com mão de vaca e dobrada com feijão branco todos os dias do ano.
Abre os olhos, desgraçado do caral...
Nem sabes que és tu que lhe pagas os luxos em que vive.

 
publicado por lino47 às 11:27
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2017

Cavaco Silva

“Os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo”, disse Cavaco Silva há cerca de um ano e meio. Momentos depois o Banco Espírito Santo afundava.
original

Mais tarde negou que alguma vez o tivesse dito. Negou ter dito uma coisa que está filmada. Filmada. Como fazem as crianças de 5 anos, com os cérebros pouco treinados e próprios daquela idade.
Hoje, referindo-se ao caso BANIF, o mesmo Cavaco Silva diz: “É preciso medir bem as palavras quando se fala do sistema bancário,... porque o seu funcionamento é decisivo para o funcionamento da nossa economia”.
Quando falta a dignidade já pouco resta senão rastejar até ao fim.
Não acredito que Cavaco alguma vez se ponha em causa. Nem quem o rodeia. E é essa falta de chão onde tocar que envergonha só de ver. É como olhar para uma moldura boa com uma fotocópia fraca e triste a viver lá dentro.
A pequenez ainda custa mais quando nos sopram que somos grandes.
Cavaco Silva representa o pior que temos em Portugal. É um fardo de nada com um pin ao peito.
É um cancro que mesmo depois de morto ainda mata.
Este Presidente da República não saiu na farinha amparo
Este presidente da República não nos saiu num sorteio de uma qualquer factura da sorte, nem nos saiu numa rifa da Feira popular.
Este Presidente da República foi eleito.
Embora de forma duvidosa, foi eleito por cerca de 27% dos eleitores em Portugal.
Mesmo com 27 % dos votos do eleitores portugueses conquistou o direito a ocupar o mais alto cargo da Nação.
Já mete nojo quando está, já mete nojo quando fala, já mete nojo calado.
Mas é o presidente e temos de o gramar.
Um aneurisma, uma paragem cardiorespiratória ou uma trombose resolviam a situação mas com dizia o ex-ministro da Administração Interna, Deus não é nosso amigo senão já nos tinha aliviado deste fardo.

Ver Mais
 
 
 
 

cavaco.png

 

publicado por lino47 às 16:22
link do post | comentar | favorito
Sábado, 14 de Outubro de 2017

O Marquês


Porque não é sequer Sócrates que está em causa.



O que está em causa é deblitar o regime democrático começando pelas suas figuras de proa



Se o que está em causa fosse a corrupção já há muito tempo que tinham ido atrás de outros que se locupetaram com importâncias bem maiores, mas como nenhum deles ocupou o lugar de 1º ministro não interessam.



Sócrates é tão só o bode expiatório que segundo a direita melhor se enquadra no esquema para derrotar a esquerda e a democracia.



Tentaram desacreditar Mário Soares mas era perigoso de mais por causa do seu crédito internacional.



Pensaram desacreditar Mário Soares através do filho, também não conseguiram.

publicado por lino47 às 12:35
link do post | comentar | favorito
Sábado, 5 de Agosto de 2017

Amadeu Homem

 

A DEVASSA E OS DEVASSOS
O Alexandre, mais o Rosário, mais o resto dos mordomos que devassam Sócrates, cumprem metodicamente o desiderato de converter este Senhor, seja ele inocente ou culpado, seja ele herói ou bandido - ou até, mais pro...vavelmente bandido-herói - num caso típico de imortalidade jurídico-mediática.
Um dia, quando correr o tempo sobre esta palhaçada mega- ridícula e híper-vergonhosa, sobretudo para quem deveria apenas julgar serenamente, as actuais crianças irão dizer aos netos que viveram no tempo do processo do Senhor Sócrates, do mesmo modo que, no passado, houve quem dissesse à descendência que tinha vivido nos tempos do Emiliano Zapata ou do Arsène Lupin. O aparelho judicial português, esmiuçando Sócrates até à molécula, converte-o em bandeira, em hino, em "pin" de lapela, em figura icónica.
O último desenvolvimento do caso já assume foros de inelutável demência noticiosa : quem comprou os livros do Sócrates ? É a curiosidade convertida em tique e o barulho mudado em traque.
Vamos imaginar que o Imortal em causa tenha pedido ao Santos Silva, à Fava, a todos os trabalhadores do Grupo Lena, aos penitenciários de todas as cadeias portuguesas, aos antigos camaradas do PS, aos pitos aos saltos que o acham bonito, aos calmeirões de duvidosa sexualidade que não o acham feio, vamos imaginar por um breve instante que isto ocorreu e que todos receberam o mandato de adquirirem, às "palettes", o livro do dito herói. Ocorreu ? E depois ? Sócrates vendeu o seu papel e , supostamente, financiou a operação. E depois ? Mas qual é a consistente relevância deste facto num processo que, segundo a má língua, já vai em mais de NOVENTA grossos tomos , QUE NENHUM JUIZ IRÁ LER LINHA POR LINHA ?
Este dito Imortal acabará por ser julgado E CONDENADO, porque aquilo que bizantinamente dá pelo nome de Justiça lusitana necessitará imperativamente de uma condenação "exemplar", para que ela própria não desabe , a golpe de gargalhadas.
Daqui a muitos anos, ninguém saberá quem foi Rosário, quem deu pelo nome de Alexandre e quem se disse Vidal, na chefia da banda. Mas haverá pouca gente razoavelmente informada que não saiba quem foi um tal José Sócrates Pinto de Sousa, conduzido ao Olimpo da relevância pública por uma dúzia de togas malparada.

 
 
 
publicado por lino47 às 13:41
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 7 de Julho de 2017

Um arrazoado

Antes da última glaciação, Portugal estava coberto por uma floresta sempre-verde (laurisilva). Durante essa glaciação a descida drástica da temperatura fez desaparecer quase por completo essa laurisilva, tendo sido substituída por uma cobertura florestal semelhante à actual taiga. Após o período glaciar, a temperatura voltou a subir, ficando o país com um clima temperado como o actual. Assim, a floresta glaciar foi substituída por florestas mistas (fagosilva) de árvores sempre-verdes (algumas delas relíquias da laurisilva) e outras caducifólias, transformando o país num imenso carvalhal caducifólio (alvarinho e negral) a norte, marcescente (cerquinho) no centro e perenifólio (azinheira e sobreiro) para sul, com uma faixa litoral de floresta dominada pelo pinheiro-manso e os cumes das montanhas mais frias com o pinheiro-da-casquinha (relíquia glaciárica). Por destruição dessas florestas, particularmente com a construção das naus (três a quatro mil carvalhos por nau) durante os Descobrimentos (cerca de duas mil naus num século) e da cobertura do país com vias férreas (travessas de madeira de negral ou de cerquinho para assentar os carris), as nossas montanhas passaram a estar predominantemente cobertas por matos de urzes ou torgas, giestas, tojos e carqueja. A partir do século XIX, após a criação dos "Serviços Florestais", foram artificialmente re-arborizadas com pinheiro-bravo, tendo-se criado a maior mancha contínua de pinhal na Europa. A partir da segunda década do século XX, apesar dos alertas ambientalistas, efectuaram-se intensas, contínuas e desordenadas arborizações com eucalipto, tendo-se criado a maior área de eucaliptal contínuo da Europa. Sendo o pinheiro resinoso e o eucalipto produtor de óleos essenciais, produtos altamente inflamáveis, com pinhais e eucaliptais contínuos, os incêndios florestais tornaram-se não só frequentes, como também incontroláveis. Desta maneira, o nosso país tem já algumas montanhas transformadas em zonas desérticas.
Sempre fomos contra o crime da eucaliptização desordenada e contínua. Fomos vilipendiados, maltratados, injuriados, fomos chamados à Judiciária, etc. Mas sabíamos que tínhamos razão. Infelizmente não vemos nenhum dos que defenderam sempre essa eucaliptização vir agora assumir as culpas destes "piroverões" que passámos a ter e que, infelizmente, vamos continuar a ter. Também sempre fomos contra o delapidar, por sucessivos Governos, dos Serviços Florestais (quase acabaram com os guardas florestais). Isso e o êxodo rural (os eucaliptos são cortados de 10 em 10 anos e o povo não fica 10 anos a olhar para as árvores em crescimento tendo, por isso, sido "forçado" a abandonar as montanhas e a ficar numa dependência económica monopolista, que "controla" o preço da madeira a seu belo prazer) tiveram como resultado a desumanização das nossas montanhas pelo que, mal um incêndio florestal eclode, não está lá ninguém para acudir de imediato e, quando se dá por ele, já vai devastador e incontrolável.
Infelizmente vamos continuar a ter "piroverões" por mais aviões "bombeiros" que comprem ou aluguem. Isto porque, entre essas medidas, não estão as duas que são fundamentais, as que poderiam travar esta onda de incêndios devastadores que nos tem assolado nas últimas décadas. Uma, é a re-humanização das montanhas, que pode ser feita com pessoal desempregado que, depois de ter frequentado curtos "cursos de formação" durante o Inverno, iria vigiar as montanhas, percorrendo áreas adequadas durante a Primavera e Verão. A outra medida fundamental seria, após os incêndios, arrancar logo a toiça dos eucaliptos e replantar a área com arborização devidamente ordenada. Isto porque os eucaliptos rebentam de toiça logo a seguir ao fogo, renovando-se a área eucaliptada em meia dúzia de anos, sem grande utilidade até porque o diâmetro da ramada de toiça não é rentável para as celuloses. Mas como tal não se faz, essa mesma área de eucaliptal torna a arder poucos anos após o primeiro incêndio e assim sucessivamente. Muitas vezes, essas mesmas áreas são também invadidas por acácias ou mimosas, bastando para tal que exista um acacial nas proximidades ou nas bermas das rodovias, pois as sementes das acácias são resistentes aos fogos e o vento ajuda a dispersá-las por serem muito leves. As acácias, como são heliófitas (plantas "amigas" do Sol), e não havendo sombra de outras árvores após os incêndios, crescem depressa aproveitando a luminosidade e ocupando aquele nicho ecológico antes das outras espécies se desenvolverem.
Mas como vivemos numa sociedade cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais, com maior rapidez e o mais barato possível, as medidas propostas são economicamente inviáveis por duas razões: primeiro, porque é preciso pagar aos vigilantes e respectivos formadores; segundo, porque arrancar a toiça dos eucaliptos é muito dispendioso (custa o correspondente ao lucro da venda de três cortes, isto é, o lucro de 30 anos). É bom também elucidar que os eucaliptais só são lucrativos até ao terceiro corte (30 anos). Depois disso, estão a abandoná-los, o que os torna um autêntico "rastilho" ou, melhor, um terrível "barril de pólvora", áreas onde os seus óleos essenciais, por vaporização ao calor, são explosivos e, quando a madeira do eucalipto começa a arder, provocam a explosão dos troncos e respectiva ramada, lançando ramos incandescentes a grande distância. Este "fenómeno" tem sido bem visível nos nossos "piroverões".
Por outro lado, pelo menos uma destas medidas (arranque da toiça e re-arborização ordenada) não tem resultados imediatos mas a longo prazo. Por isso os governantes não estão interessados na aplicação dessas medidas, pois interessa-lhes mais resultados imediatos (as eleições são de quatro em quatro anos...) do que de longo prazo.
Assim, sem resultados imediatamente visíveis e com uma despesa tão elevada, os governos nunca vão adoptar tais medidas. Preferem gestos por vezes caricatos, como distribuir telemóveis aos pastores, mas que nunca não acabarão com os "piroverões".
Finalmente, após a referida delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), esqueceram-se da conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos.
Se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal. Biólogo

publicado por lino47 às 23:17
link do post | comentar | favorito

estátua de sal

criticas_espelho

INTRODUÇÃO: Há dois dias publiquei um texto, que o ESTÁTUA DE SAL gentilmente partilhou, que intitulei ” SÃO TODOS IGUAIS “, reportando-me ao que é usual ser dito pelos comentadores do costume, principalmente em relação a Políticos e Autarcas.

E lembrei-me deste artigo que escrevi já há mais de dois anos ( Maio de 2015) e fui relê-lo. Como constatei que, apesar de datado, mantém uma enorme acuidade, principalmente no que respeita a um senhor que ainda é líder da Oposição e se apresenta como justiceiro mor do reino, exigindo demissões sobre demissões e acusa o “Estado”  ( Governo) de ser “barata tonta”, achei por bem republicá-lo, aguardando a Vossa compreensão e aceitação.


” Não somos todos iguais”! (07 de Maio de 2015 )

Terá afirmado Pedro Passos Coelho imediatamente a seguir à prisão de José Sócrates, querendo certamente diferenciar-se dele quanto a supostos comportamentos que, mesmo ainda não provados, ele nunca teria, tentando, assim, afirmar uma superioridade moral e de carácter que ele tem e o outro não teria para ocupar o lugar público que ocupa e poder ser paladino das “ verdades” em que acredita e tenta implementar.

Deixando implícito, claro, que os princípios que o orientam, as pessoas que o ensinaram e admira e a sua visão da política não se coaduna com a utilização de um lugar público para fins pessoais ou a utilização de decisões que promovam o favorecimento de terceiros com o intuito de para ele de algum modo reverterem.

Que ele, de princípios éticos sólidos e de cultura de moral acima de quaisquer suspeitas, ele sim, é seguidor das boas práticas republicanas, não pactua com esses tipo de comportamentos, não se revê em todas essas pessoas que utilizam o seu conhecimento dos meandros da política para obter e conceder favores, facilidades e privilégios que conduzam ao enriquecimento pessoal, não tolera pessoas dessas ao seu lado, nem como colaborador nem como conselheiro, e não admite sequer que entrem no rol das suas amizades. Sendo Sócrates assumidamente um “ pecador” neste enredo ele, não sendo igual, tendo outros princípios e outros objectivos será o “ santo”. Se assim pensou melhor o disse.

“ Não somos todos iguais” e, portanto ele,  Pedro Passos Coelho, não será igual a Sócrates. Nem igual a mim, nem igual a si, nem igual a ninguém. É uma verdade “ La Paliciana”, indesmentível quanto à constatação de uma realidade mundana. E até mesmo humana porquanto não haverá dois seres iguais e até mesmo os gémeos verdadeiros hão-de sempre ter qualquer pequenino sinal que os distinga e faça deles dois seres não iguais. Como não haverá dois seres de pensamentos iguais sobre o que quer que seja. Nada de mais evidente, portanto. Até aí tudo bem. Só que…

Também não somos todos iguais na burrice, na estupidez, na sonsice, na pequenez, na mediocridade, na subserviência, na dissimulação, na grandiloquência, na ignorância, na torpeza, na arrogância, na boçalidade, no cinismo, no descaramento, na insensibilidade, na incompetência, na leviandade, no malabarismo, na mediocridade, na mesquinhez, no oportunismo, na prepotência, no pedantismo, no pretensiosismo, na sobranceria, na soberba, na tibieza, na hipocrisia e, finalmente, no amadorismo.

É que Pedro Passos Coelho ao utilizar a frase supra como forma de apoucamento, tentando daí tirar dividendos de imagem e de superioridade, ele coloca-se imediatamente numa posição de confronto comparativo com outros. Desde logo com Paulo Portas : são iguais ou não? Com Relvas: são iguais ou não? Com Dias Loureiro? São iguais? Com Oliveira e Costa e Duarte Lima: são iguais? Com Marco António Costa: são iguais? Pois este é que é o tema! Será que pode Pedro Passos Coelho repetir a mesma filosófica frase? Ou tem que a reformular?

E já agora: e com António Costa? Não era ao PS que queria chegar envolvendo na nebulosa da frase toda uma amálgama de gente mas com um destinatário preciso, de modo a associá-los à suposta culpa de Sócrates e daí tirar dividendos? Como atrás referi, ao ter afirmado o que afirmou, Passos Coelho não se pode furtar à análise comparativa com quem é candidato à ocupação do ainda seu lugar ( António Costa ) e já não  basta aquela questão em que se pergunta se compraria um carro em segunda mão àquele candidato. Não, a questão está agora posta num patamar mais elevado e a exigência subiu de fasquia e essa fasquia está onde está colocada precisamente por ele, Passos Coelho.

Não sendo todos iguais somos, portanto, diferentes. Uns têm melhores aptidões outros menos, uns estão mais bem preparados outros menos, uns têm um percurso de serviço público e outros não, uns têm experiência de vida e outros não, uns têm um cadastro público limpo e outros não, uns têm amigos recomendáveis e outros não, uns demarcam-se das atitudes menos recomendáveis outros não, uns têm preocupações nas suas relações com os deveres perante o Estado e outros menos, uns têm registo criminal limpo e outros não, uns tiveram vida limpa e outros não, uns têm história de vida sólida e outros não e, finalmente, uns reconhecem méritos de progressão nas carreiras e na vida a quem realmente esse sucesso surgiu da tenacidade, do esforço, da dedicação, do arrojo, do saber, do empreendedorismo e da capacidade demonstradas e outros têm como exemplos a seguir os que conseguiram exposição e riqueza à custa de relações facilitadas por informações adquiridas enquanto agentes políticos, por compadrios acobertados por interesses, por aproveitamento de disposições legais de favorecimento ilegítimo, enfim por todo um percurso feito ao arrepio muitas vezes das próprias leis e nada condizente com a postura ética que seria devida. Não somos todos iguais, portanto.

Ao tecer o inacreditável elogio a Dias Loureiro como exemplo de como vencer na vida, ao dá-lo como um exemplo de como criar riqueza e ter fausto, ao manter Paulo Portas como seu parceiro de coligação, ao ter Miguel Relvas como mentor, ao ter Marco António Costa como seu principal conselheiro e, em suma, fazer destes exemplos o espelho no qual nos devemos rever e inspirar Pedro Passos Coelho faz, realmente, jus à assassina frase que proferiu : “ Não somos todos iguais” e ainda bem que não somos.

Ainda bem que António Costa, e refiro-o porque foi a ele que dirigiu a frase, não é igual a si e ainda bem que, muito proximamente, vai poder voltar a conviver mais com os todos esses seus mentores, esses para quem e com quem sempre colaborou e aprendeu, e talvez corra mundo e fique rico. Há muitas Tecnoformas à sua espera, negócios com o Estado imensos, vai haver aí um Quadro Comunitário de grandes oportunidades, mas tem que fazer melhor que da outra vez.

E até lhe aconselho uma sociedade com o Marques Mendes! Ele já tem imensas, tantas que nem as conhece todas, mas sabe de tudo, tem ligações a tudo, veja lá que até anuncia o que o senhor ainda não decidiu, com esse é que é, eu não o referi mas este sim este é um exemplo de vida e de como ter poder sem estar no Poder.

Já viu a dica que lhe acabo de dar : ter poder sem estar no Poder. Assim já não vai ficar tão angustiado com a derrota, não é? E depois, Pedro Passos Coelho, o Dias Loureiro não tem assim um negócio que se apresente, é tudo muito dúbio, eu sei que o seu desejo é correr mundo mas… e o Relvas, que faz agora o Relvas? Também tudo muito opaco, também não sei…é o Marques Mendes, é com ele. E sabe? Este não é igual aos outros… é só parecido.

E no fim, no fim mesmo, até pode não ter nada em seu nome mas…será rico na mesma!

Não somos todos iguais…mas que grande verdade!

publicado por lino47 às 13:01
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. Dos fracos não reza a his...

. comentários

. A Guerra na Síria

. O eucalipto

. O meu patrão é rico

. Cavaco Silva

. O Marquês

. Amadeu Homem

. Um arrazoado

. estátua de sal

.arquivos

. Maio 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Outubro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Março 2013

. Junho 2010

. Maio 2010

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.favorito

. Burla

blogs SAPO

.subscrever feeds