Domingo, 5 de Fevereiro de 2017

Passos Coelho o Porco

Sem pingo de vergonha na cara (ou no focinho)


 


Demonstrando uma total indiferença às consequências sociais da combinação entre a sua ignorância em política económica e o extremismo ideológico Passos Coelho parece ter uma nova bandeira política, a de que desta vez não foi o mexilhão a pagar a crise defende até que as desigualdades não foram agravadas, antes pelo contrário, algumas foram mesmo reduzidas.

  

Sem resultados, com o milagre económico a redundar num grande fracasso Passos recuperarecupera a sua estratégia inicial, a de criar um exército de descamisados que apoiem a sua política, exibindo a classe média como a culpada de todos os males. As desigualdades de que fala não correspondem aos indicadores sociais reconhecidos como tal, são supostos estudos sem qualquer valor que o guiaram  na decisão de concentrar as suas medidas brutais sobre alguns.

  

Mas a verdade é que os mais pobres não só foram vítimas directas das suas políticas como sofreram as consequências de muitas decisões, foram vítimas de cortes em série nos apoios sociais, sofreram aumentos dos impostos sobre a generalidade dos bens de consumo e da energia, foram vítimas do despedimento e da destruição de importantes sectores de actividade.

  

Passos Coelho nem sequer vive no tal país que está melhor mas onde os portugueses estão pior, ele vive num país de mentiras, um país onde o salário mínimo não é miserável, onde as rendas não aumentaram, onde os doentes não morreram porque a ambulância de Évora ficou na garagem, onde diariamente se fazem campanhas de recolha de alimentos, onde se abandonam os animais domésticos na rua, desde gatos a cavalos, onde dezenas de milhares viram a sua habitação vendida pelo banco ou pelo fisco.

  

Passos Coelho não tem um pingo de vergonha na cara e parece não se aperceber sequer de quão ofensivo é o seu discurso, ofensivo para milhares de desempregados sem esperança, para famílias divididas pela distância da emigração, para os idosos que sofrem porque deixaram de poder comer alimentos. Quando já nem mesmo a responsável pelo Banco Alimentar vem com o seu discurso de desvalorização da pobreza, aparece um político sem escrúpulos dizer que os pobres estão menos pobres e que os ricos estão menos ricos.

 

 

publicado por lino47 às 00:05
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. Amadeu Homem

. Um arrazoado

. estátua de sal

. Marques Mendes

. ...

. Televisão

. Mais fátima

. ...

. ...

. Venezuela

.arquivos

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Março 2013

. Junho 2010

. Maio 2010

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.favorito

. Burla

blogs SAPO

.subscrever feeds