Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

O mundo é um lugar perigoso

Hillary e Trump – As eleições americanas e o desvario coletivo

A nação mais poderosa do mundo serviu-nos o mais deprimente espetáculo, próprio do país capaz do melhor e do pior. De um lado, Wall Street; do outro, a Disneylândia. O medo de Hillary e o terror de Trump decidiram o voto. Entre o aldrabão imprevisível e a competente agente do capital financeiro, a América preferiu o cancro à SIDA.

O Mundo dividiu-se em quatro categorias, acompanhando os eleitores autóctones: – os indiferentes; os que gostariam que perdessem os dois; os que queriam a vitória de Hillary, para derrotar Trump; os que apoiaram Trump, para destruir Hillary. Sabe-se o que se sucedeu.

Os Democratas apoiaram a melhor preparada para defender os interesses dos americanos e os Republicanos o mais capaz de fazer mal ao mundo. Incapazes de suportar uma mulher, depois de um negro, durante 8 anos, entraram em desespero e defenderam o pior.

Entre uma cínica inteligentíssima e o rancoroso indigente mental, os Republicanos esqueceram Lincoln e entregaram-se a um aldrabão mitómano, insolente, reles e perigoso.

A América profunda, que defende o direito ao analfabetismo e ao porte de armas, teve nas divergências internas da CIA um aliado. A América racista, xenófoba, isolacionista e patriarcal, a versão grotesca do mundo do Antigo Testamento, encontrou no robô que soube fugir aos impostos e ganhar dinheiro, o seu modelo. A América sofisticada, culta e cosmopolita, perdeu.

Os que não têm cabeça votaram em Trump, com o coração; os que não têm coração votaram em Hillary, com a cabeça. A cabeça é um adorno de cada vez menos gente.

O Pentágono, como sempre, vai decidir a política externa. Sentir-se-ia mais seguro com a previsibilidade de Hillary do que com a bipolaridade de Trump, mas as eleições são o que são.

O FBI já não precisa de fazer a Hillary o que o Brasil fez a Dilma. Em países onde Deus fez o mundo em seis dias e ao sétimo descansou, não há dias de descanso para uma Eva.

Finalmente, triunfaram os que não têm cabeça. A América preferiu o aldrabão. O mundo ficou mais perigoso, à mercê de Trump. Tudo o que podia correr mal, correu ainda pior.

É a vida. Talvez a morte. Ou o Apocalipse pedido nas orações dos evangélicos.

Carlos Esperança (dixit)

 
publicado por lino47 às 11:31
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. O Marquês

. Amadeu Homem

. Um arrazoado

. estátua de sal

. Marques Mendes

. ...

. Televisão

. Mais fátima

. ...

. ...

.arquivos

. Outubro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Março 2013

. Junho 2010

. Maio 2010

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.favorito

. Burla

blogs SAPO

.subscrever feeds