Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015

A Carta de Sócrates

Zé Frazão
A carta de Sócrates reedita as afirmações que tem vindo a fazer em todas as suas intervenções públicas, desde que está preso, mas desta vez com maior riqueza de informação e de argumentos contra o procedimento do ministério público. Mais uma vez confronta o MP com as suas responsabilidades e fá-lo no momento certo.mas a sua luta não se esgota nesta denúncia porque há outras questºoes que ficam por discutir em momento mais oportuno. Eu, que aqui já assinalei alguma ...discrepância entre o discurso de José Sócrates e o de António Costa acerca da "operação marquês" vislumbro nesta sua carta uma consonância quando afirma incidentalmente que a persuasão dos eleitores é função da política e não da justiça. O seu advogado, à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, foi mais explícito ao dizer :« à justiça o que é da justiça e á política o que é da política.» O atual momento eleitoral reclama a afinação das vozes e José Sócrates, dando mais uma vez mostra da sua extraordinária inteligência política soube calar as diferenças para não prejudicar o êxito eleitoral do seu partido. Por outro lado, o princípio enunciado pelo advogado João Araújo é uma boa base para José Sócrates disparar contra os invasores do território político com a pontaria que lhe é peculiar. Todavia, a vitória eleitoral não elide o magno problema que é o de conformar o direito positivo com o direito universal de todo o homem à fruição da liberdade, enquanto não for condenado pelo tribunal com setença transitada em julgado. Não é razoável que uma pessoa possa estar presa durante um ano sem acusação, apenas por mera convicção do juiz de instrução. A vitória tem de ser encarada como ponto de partida para a revisão do codigo penal e das estruturas do sistema judicial. Se tal não acontecer poderemos considerar que José Sócrates foi derrotado e foi em vão a sua luta e o seu sacrifício. Outra questão de ética política que importa dilucidar pode condensar no dito romano, referido por Cícero, CUI BONO ( a quem benificia) a prisão de José Sócrates? Penso que o ministério público é um instrumento de forças ocultas radicadas na esfera política com prolongamentos na esfera económica. Não é inédito porque, no caso do Freeport, a tramoia foi urdida na esfera política com a conivência da polícia e ministério público.É conveniente lembrar a história de uma iníqua perseguição pessoal!

publicado por lino47 às 11:12
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