Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

A vitória dos abutres

O 25 de Abril e a vitória dos abutres


As chamadas “revoluções” são, na maior parte dos casos, a substituição de um grupo que tinha constituído uma linhagem por um outro, normalmente de bastardos, de segundos filhos, de arrivistas. Em Portugal foi assim com a crise de 1385, com a restauração de 1640, com a revolução liberal, com a República, com o Estado Novo. Com o 25 de Abril de 1974 não foi diferente


Os “capitães de Abril” correspondem aos conjurados de 1640. Foram instrumentos. Os conjurados esgotaram-se no momento em que entregaram o poder ao Duque de Bragança, acobardado em Vila Viçosa. Os capitães, depois de se terem eliminado uns aos outros (como aconteceu aos do 28 de Maio de 1926) entregaram o poder aos políticos que constituíram o Bloco Central, tal como os militares vindos de Braga o tinham entregado a Salazar, a Cerejeira e a uns lentes de Coimbra, herdeiros do miguelismo que se crismou de integralismo, ao serviço da chamada Confederação dos Interesses Económicos e dos latifundiários.


Falar do 25 de Abril é falar do pós 25 de Abril e de como os “filhos segundos e colaterais”, dos chacais que tomaram de novo conta do poder em Portugal. Diga-se, em abono da verdade, que a substituição de casas reinantes em Inglaterra não é diferente deste modelo e que a revolução francesa seguiu o mesmo figurino, como as revoluções russas, a de 1917 e a de Putin de há poucos anos. No final da agitação revolucionária, dos PREC’s de cada um, os poderes reconstituem-se como as baratas que regressam após uma desinfestação.


Refletir sobre o 25 de Abril é identificar os que, como os abutres, estavam a aguardar uma oportunidade. No seu caso, uma oportunidade para se fazerem comendadores, banqueiros, agentes internacionais, concessionários de obras públicas, mestres de leis, compradores dos bens do Estado postos em leilão, como já havia acontecido no vintismo do século XIX.


O Bom do 25 de Abril.


O 25 de Abril de 1974 provocou dois grandes e positivos abalos no velho tronco da história de Portugal:


– A democracia liberal e libertária. Pela primeira vez os portugueses foram considerados como cidadãos. O 25 de Abril entregou Portugal aos portugueses. As escolhas posteriores são dos portugueses. Esse extraordinário feito teve como custo associado o de revelar as nossas fraquezas, os nossos baixos níveis de cidadania, as deformações causadas por séculos de fatalismo, de sebastianismo, de crença em que as divindades resolverão os nossos problemas. O povo em geral, diga-se, prefere ir a Fátima e ao Futebol do que ir às urnas votar.


– O problema colonial. O segundo grande assunto resolvido pelo 25 de Abril foi o problema colonial, que se arrastava desde que os republicanos do século XIX promoveram a excitação patriótica contra o Ultimato inglês. A questão colonial era como o catarro de um fumador. Os governos gostavam de fumar – isto é de ter colónias – mas não sabiam como resolver o problema do catarro. O 25 de Abril resolveu esse problema. Acabou-se o fumo, mas resta algum catarro de ressentimento.


Resolvido o problema da responsabilidade (mais do que o da falta de liberdade) e o das colónias, Portugal voltou à velha e histórica questão da chegada ao poder de uma nova matilha que reproduz os comportamentos da anterior, simplesmente com mais fome e ansiedade. Logo ainda com menos escrúpulos.


Os bárbaros tomam a cidade – O pior do 25 de Abril


– A reprivatização da Banca, com a vinda dos Espirito Santo, nobilitados pelo Estado Novo, a criação do BCP, uma aliança entre a Opus Dei e os arrivistas que defenestraram os industriais e banqueiros nortenhos mais antigos (Cupertino de Miranda e Pinto Magalhães, p.ex), com os regressos triunfais de salvadores como Champalimaud e Melos e respectivas cortes, que iniciaram a espanholização do sistema financeiro e a transferência da actividade produtiva para a especulativa.


– A destruição do tecido produtivo nacional na indústria e na agricultura como condição para a adesão à CEE e ao Euro. A distribuição dos “Fundos Estruturais” pelo grupo escolhido para nos entregar à penhora, com as brutais transferências de populações e de riqueza do interior para o litoral. O endividamento público e privado, com as respectivas PPP. Foi este o modelo com que nos apresentamos às portas da sopa dos pobres da CEE.


– O cavaquismo, que representou a tomada da cidade pelos bárbaros. O regime do novo-riquismo tem um retrato à la minute: o BPN e um credo: o Compromisso Portugal! Tanto o BPN como o Compromisso Portugal eram uma burla. Nem BPN era um banco, nem o compromisso era com Portugal.


Pelo meio disto ocorreram outros assaltos de bastardos ao poder, mas nenhum tão prolongado e tão organizado como o do cavaquismo.


O monumento, o emblema e os heróis do pós 25 de Abril


As épocas mais marcantes da nossa História têm, cada uma, o seu monumento. Os Jerónimos para as descobertas, Mafra para o colonialismo do Brasil, o “monumento do empurra”, em Belém, para o Estado Novo. O monumento do pós 25 de Abril é a EDP!


A entrega do sector essencial da produção e distribuição de energia a um Estado estrangeiro feita pelo governo de Passos Coelho e Paulo Portas é a pedra de fecho do cavaquismo. Em vez da tradicional estrofe, «Ditosa Pátria que tais filhos tem», o estandarte do cavaquismo bem poderia ter o lema: «Tudo se vende, até a luzinha para ler à noite!»


Os cravos, como símbolo do 25 de Abril e da reconquista da dignidade por um povo, foram substituídos pelos dois submarinos que o mais escorregadio dos arrivistas comprou. O Tridente e o Arpão servem para defender as barragens e as torres de distribuição de electricidade dos chineses, os aeroportos dos franceses, as pontes dos ingleses, perante a apatia da maioria e o aplauso dos inquisidores da religião única do neoliberalismo.


Falar dos heróis do pós-25 de Abril é falar da ala dos namorados que se reuniu à volta de Cavaco Silva e do seu condestável Oliveira e Costa, da sua Mocidade Portuguesa com Passos Coelho e Portas. Todos gozando de boa saúde e amplas liberdades!


São os únicos? Claro que não… com uma resma de papel ao lado cada um pode fazer a sua lista dos que constituem hoje a classe reinante em Portugal…


Carlos de Matos Gomes

publicado por lino47 às 12:12
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Terça-feira, 26 de Abril de 2016

SALDOS POSITIVOS DA DITADURA

OS SALDOS POSITIVOS DA DITADURA
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Para comemorar o 25 de Abril o "Económico" online não encontrou melhor notícia do que publicar um artigo relativo a uma investigação de um tal Ricardo Ferraz sobre "a sustentabilidade das Finanças do Estado Novo". Investigação essa que chegou à brilhante conclusão que no período de 1933-74 nunca os saldos do Estado foram negativos, nem no período da guerra colonial. Fantástico!
Eu também tive saldos positivos na minha conta bancária quando não tinha responsabilidades parentais para com a família e não tinha de pagar pelo usufruto da casa de habitação, pelo carro para me transportar para o trabalho e quando não pagava impostos.
Se o Estado Novo não fazia escolas, hospitais, centros de saúde, estradas condignas e não existia um sistema de segurança social para os portugueses carentes (e eram tantos), o saldo do Estado só podia ser positivo!
Se o Estado Novo não investia no desenvolvimento económico do país, nas pequenas e médias empresas, o saldo só podia ser positivo!
Se o Estado Novo não investia na rede elétrica, na água canalizada e no saneamento básico para todos os portugueses, o saldo só podia ser positivo!
Se o Estado Novo não permitia as liberdades cívicas nem respeitava o poder local autárquico, nem o direito de associação política, o saldo das Finanças do Estado só podia ser positivo!
É este olhar estreito, fechado e limitado sobre o sistema económico que me provoca náuseas, como se a economia fosse alheia ao funcionamento das sociedades e aspirações das pessoas.
A democracia é um sistema frágil e a democracia portuguesa ainda não atingiu um grau de consenso suficiente para que artigos como este que o "Económico" publica hoje nesta data tão simbólica, sejam repudiados por todos!
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“As finanças públicas foram sustentáveis no período do Estado Novo (1933-1974)”, conclui uma análise publicada no site do Gabinete de Estratégia e Estudos
 
publicado por lino47 às 22:33
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

As Toupeiras Pafiosas

 

 

 

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para governo de passos coelho

As toupeiras do costume.
Vão perfurando e vão minando, minando, para conseguirem que as estruturas do edifício fiquem abaladas de maneira provocar a grande derrocada final.
O primeiro a ser vilipendiado foi o Ministro das Finanças acusando-o de usurpar o direito de ser professor catedrático, como se as suas credenciais internacionais não valessem nada.
Arranjaram a maneira de João Soares abandonar o Ministério da Cultura que por acaso não fez grande mossa mas continuam a minar.
Tentaram denegrir logo à entrada a pessoa do novo ministro da Cultura, acusando-o de não ter as qualificações necessárias para o cargo de embaixador.
A seguir vão descobrir que um secretário do Estado ou um ministro qualquer foi cagar a uma área de serviço da auto-estrada e não descarregou o autoclismo.

Além de de hipócritas, são desavergonhados e mentirosos, são uma corja  de parasitas que não sabem nem querem trabalhar que vivem à custa de expedientes e malabarismos.  
Este governo tem que resistir com força às ameaças do neoliberalismo desenfreado desta seita reacionária e fascistoide.

publicado por lino47 às 13:34
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Sábado, 9 de Abril de 2016

Sobre Vasco Pulido Valente

Vasco Pulido Valente: um homem com problemas

 
Na sua crónica de hoje no Publico, VPV zurze a esquerda como não fazendo "a menor idéia do que está a falar...rematando "isto não admira numa facção que nunca se distinguiu pelo estudo, pela honestidade ou pela inteligência".
Não conheço o que VPV estudou, mas o que escreve não revela honestidade nem prima pela inteligência e pelo respeito pelos outros.Tem problemas, tem: os pais eram de esquerda, o melhor da família dele (que não é Pulido Valente mas Correia Guedes) era de esquerda, andou no asilo para corrécios que é o Colégio Nun'Álvares de Tomar, porque mais nenhuma instituição aceitava semelhante energúmeno. E last but not least, a pinga corrompe-lhe quaisquer veleidades de lucidez que ainda possa haver naquela moleirinha.

VPV deve ter muitos problemas...
 
publicado por lino47 às 19:09
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2016

Adriano moreira

DECOROSO, por Adriano Moreira.

Especialmente dedicada aos "ministros" Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas "brilhantes" declarações proferidas acerca da sustentabilidade das reformas...

VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.

VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.

VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%...

VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.

VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.

VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural).

VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito.

VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão).

VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante18 meses.

VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público.

VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes.

VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade.

Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO.

ALÉM DISSO, SERÁ UMA VERGONHA SE NÃO REENVIAREM.

" Não fazemos agravo a "ninguém, salvo o escândalo de termos princípios, e História, e coragem, e razão."

Adriano Moreira

publicado por lino47 às 22:49
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Domingo, 3 de Abril de 2016

E dura, e dura

E dura, e dura, e dura ...
A perseguição judicial a José Sócrates já esgotou a capacidade de indignação dos que há muito interpretam a Operação Marquês como um plano destinado inicialmente a perenizar Passos Coelho no poder, não sendo mera coincidência ter acontecido quando o PS de António Costa estava a liderar as sondagens e com momentos cirurgicamente escolhidos para ulteriormente desviar as atenções coletivas de fases determinantes da pré-campanha eleitoral.
Os que na noite de 4 de outubro pretenderam internamente forçar a demissão de António Costa e fizeram coro com os que afiançavam ter sido o PàF a vencer as eleições, não se limitaram a ser idiotas úteis ao serviço dos que pretendiam manter as coisas tal qual estavam no país: tiveram um comportamento ignóbil de que se deveriam tomar as devidas ilações no próximo Congresso socialista.
Quando a História destes anos se fizer com o devido distanciamento será muito provável que se encontrem as provas de uma conjugação de esforços de diversos setores da vida nacional (na Justiça, na Comunicação Social, nas Associações Patronais), que julgaram ser bem sucedidas ao início da noite desse referido 4 de outubro, mas que começaram a ser assombrados pelos seus piores medos, quando a noite foi avançando e as intervenções de Catarina Martins e de Jerónimo de Sousa deram substância a uma alternativa que coincidia com a formulada por António Costa nas semanas anteriores.
Que essa gente tinha razão para ter medo está bem demonstrado em tudo quanto desde então se passou, traduzível numa única frase: afinal outra alternativa era possível!
Mas se toda essa manobra política e judicial fracassou no objetivo principal, resta uma vítima, que continua sem ver esclarecida a sinistra situação em que se viu: hoje está bem de ver que nem Rosário Teixeira tinha matéria bastante para sequer acusar o antigo primeiro-ministro do que quer que fosse e muito menos Carlos Alexandre possuía razões outras que não a intenção política, de o mandar prender.
Os meses vão passando, os adiamentos sucedem-se ultrapassando todos os prazos previstos na lei, e não há qualquer acusação. A ideia que fica é a do Procurador adiar o mais possível o seu próprio confronto com a conclusão de tudo ter sido uma montanha que nem sequer um rato foi capaz de parir.
Rosário Teixeira e Carlos Alexandre sabem que o reconhecimento de nenhuma das suas suspeitas ter fundamento equivalerá ao fim das respetivas carreiras. Por isso mesmo não me admirarei se continuarem a prorrogar esse desenlace avançando com uma acusação espúria, relativamente fácil de desmontar em tribunal, mas que se arrastará mais uns anos de forma a salvarem a pele e colarem a José Sócrates um conjunto de suspeições de que ele não consiga libertar-se.
Sendo inaceitável que se façam jogos políticos com a vida das pessoas, este caso deverá confrontar o Conselho Supremo da Magistratura com as suas responsabilidades, porque arrisca-se a que se conclua e se legisle no sentido de não permitir que o Poder Judicial - que nunca passa pelo veredicto do voto popular - possa pôr e dispor sobre quem exerce, ou possa vir a exercer, os Poderes Legislativos e Executivos.

 
 
publicado por lino47 às 22:46
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Maria Luis

Nada de mais. Todos os dias aparecem nos mais variados meios de comunicação, anúncios a oferecer emprego em Inglaterra para engenheiros, médicos, enfermeiros, técnicos de informática, etc, etc.
É perfeitamente natural que a mulher em Novembro se tenha visto sem emprego e tenha enviado o CV e todos nós sabemos, pelo menos os que já concorremos a empregos que podemos manipular um CV à nossa vontade e colocarmos a experiência que quisermos na profissão que quisermos.
Depois nas...Ver Mais

 
A ex-ministra das Finanças falou na RTP sobre a polémica contratação por parte da Arrow Global. Maria Luís Albuquerque queixa-se de "populismo e ...
 
 
publicado por lino47 às 15:22
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