Domingo, 15 de Março de 2015

Senhor de todo o mundo

O meu pai contava uma história quando éramos chavalos que era assim:

Numa aldeia das redondezas havia um pobre homem que andava a pedir pelas portas das aldeias vizinhas.

Uma malga de sopa aqui, um pedaço de pão ali, e asim ia vivendo.

Havia um lavrador que lhe dava sempre alguma coisa para comer e o pobre agradecia invariavelmente com um...

 - Obrigado senhor de todo o mundo".

A história era sempre a mesma  e repetiu-se várias vezes até que o lavrador um dia lhe perguntou a razão daquela forma de agradecimento.

 - Porquê senhor de todo o mundo?

O pedinte explicou:

 - Olhe meu senhor: Tenho andado a reparar e o senhor é completamente imberbe:

Ora quem não tem barba, não tem vergonha, e quem não tem vergonha todo o mundo é seu...

publicado por lino47 às 16:57
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Quinta-feira, 12 de Março de 2015

A formiga e o maribondo

Essa história é boa.
Qualquer semelhança é mera coincidência...


Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.

Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostrados em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.

Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente ( sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: 'Há muita gente nesta empresa'.

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida.

publicado por lino47 às 19:22
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Supermercados Modelo/Continente e a exploração desenfrada

A verdade dos factos
Belmiro de Azevedo não está podre de rico por fazer o bem sem olhar a quem.
Belmiro de Azevedo está podre de rico por ser um vigarista do píor que há à face da terra e por ser um explorador dos seus empregados, fornecedores e servidores
Isto é a pura verdade. os donos do dinheiro, como são o Continente e outras raças iguais tem o poder de gerir a vida das pessoas conforme lhes dá na real gana.
Em tempos que já lá vão, exerci a minha actividade laboral como empresário individual no ramo das instalações eléctricas e através de alguém foi-me apresentada uma proposta para fazer um trabalho na instalação eléctrica na rede Modelo/Continente, que consistia em instalar na área de frutos frescos um iluminação especial que tem a particularidade de fazer parecer que a fruta é sempre fresca e viçosa.
Como se tratava de um trabalho de pequena monta apresentei o meu melhor preço para a execução do mesmo tendo em conta que havia Supermercados Modelo desde o Algarve a Trás-os -Montes, cerca de oitenta unidades e portanto para cada um seria um preço diferente.
O material de suspensão era fornecido por mim e o material de iluminação era fornecido por uma empresa francesa.
Como isto se passou nos anos noventa o meu trabalho e material rondava os cerca de seiscentos contos e foi assente entre mim e o responsável da tesouraria que o pagamento seria efectuado ao fim de trinta dias após a conclusão do trabalho e a apresentação da factura.
De notar que cada intervenção durava cerca de uma semana e como o trabalho tinha de ser feito em hora nocturnas para não interferir com o normal funcionamento dos espaços abertos ao público e funcionários,iniciávamos a nossa actividade cerca da meia noite e só podíamos trabalhar até às sete horas porque a essa hora começavam a chegar os fornecedores, os funcionários repositores e os camiões de logística e distribuição o que encarecia substancialmente a mão de obra uma vez que eu tinha de pagar aos meus colaboradores mais ordenado embora isso também estivesse inserido no orçamento.
Depois de ter concluído o primeiro trabalho em Mafra, fui fazer uma montagem de outro equipamento igual no supermercado Modelo de Silves, embora entre um e outro tivesse de esperar cerca de dois meses, quando fui fazer o segundo ainda não houvesse nem sombra do pagamento do primeiro.
Comecei então a questionar a tesouraria sobre os pagamento em débito onde me foi afirmado que os pagamentos de facturas no Modelo/Continente eram sempre sem excepção a seis meses, 120 dias.
Embora tivesse sido contratualizado o pagamento a trinta dias a desculpa que me deram é que o gestor ainda era novo na actividade e que se tinha enganado.
Ele não se tinha enganado. Ele tinha-me enganado era a mim.
Depois disto escusado será dizer que nunca mais tive qualquer ligação comercial com semelhante raça.

 
publicado por lino47 às 13:24
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Quarta-feira, 11 de Março de 2015

O cão morreu

É sempre uma situação a evitar. Não tenho nada com isso nem quero ter. Não conheço o dono do cão nem o homem que lhe deu o tiro,mas esta porcaria das redes sociais tem este problema e com poucos argumentos quase se lincha uma pessoa na praça pública. O homem já declarou que não tinha intenção de matar mas sim assustar o cão e quem conhece uma flaubert sabe que dificilmente um arma para brincar mata um animal daqueles. Provavelmente o animal teria alguma patologia cardíaca e com o susto e a dor teve uma paragem cardio respiratória.Se o dono do animal quer uma indemnização tem todo o direito mas a lei é lei e é para cumprir. O problema aqui é toda a gente se põe a largar sentenças sem sequer saber do que fala. Com certeza que a justiça irá ser feita mas parece que a vontade destas bestas que ladram comentários querem é justiça popular feita nas ruas.A primeira coisa a fazer devia ter sido uma autópsia para ver se o animal morreu por consequência dos chumbos. Eu não alinho em palhaçadas não assino.

publicado por lino47 às 19:47
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Carlos Alexandre

 

Denunciado por carta anónima por violação do segredo de justiça pela segunda vez em poucos meses, o juiz Carlos Alexandre foi ouvido na passada sexta-feira no Tribunal da Relação de Lisboa.

Para dissipar as suspeitas levantadas na carta anónima endereçada às autoridades, segundo a qual o magistrado estaria nas mãos do grupo Espírito Santo e da Cofina, empresa proprietária do Correio da Manhã, Carlos Alexandre falou longamente das suas finanças à procuradora do Ministério Público que o interrogou.

O magistrado responsável pela prisão preventiva do ex-primeiro-ministro José Sócrates, e que só deixou sair em liberdade Ricardo Salgado, do Banco Espírito Santo, depois de este pagar uma fiança de três milhões de euros, explicou como contraiu vários empréstimos junto de instituições bancárias, quer para pagar a vivenda que está a construir em Mação, terra onde nasceu, quer para adquirir o carro em que se desloca, um potente BMW.

A denúncia que está a ser investigada fala de contrapartidas que o juiz mais conhecido do país teria recebido e acusa-o de ter violado o segredo de justiça. A carta anónima faz ainda alusões a um deputado seu conterrâneo que integra o círculo de amigos de Carlos Alexandre, embora sem mencionar o seu nome. Trata-se do social-democrata Duarte Marques.

Foi no dia em que decretou as medidas de coacção do antigo inspector da Polícia Judiciária e ex-dirigente do Sporting Paulo Pereira Cristóvão - que ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter sido o autor moral dos crimes de roubo qualificado e de sequestro, estando ainda indiciado por associação criminosa - que o juiz foi ouvido pela procuradora-geral adjunta do Tribunal da Relação de Lisboa Emília Martins, à qual coube dirigir o inquérito sobre o caso.

A mesma magistrada já o havia interrogado em Janeiro por causa da primeira denúncia anónima, também relacionada com um almoço que teve com um jornalista da Visão. O caso acabou por ser arquivado, uma vez que o repórter a quem Carlos Alexandre alegadamente teria passado informação sobre o caso BES nunca escreveu sobre o tema no período temporal a que dizia respeito a denúncia.

Desta vez, o juiz falou durante cerca de três horas sobre a sua vida financeira no Tribunal da Relação e garantiu uma vez mais não ter violado o segredo de justiça. Em Janeiro havia dito que a carta anónima visava criar um ambiente de suspeição à sua volta, com o objectivo de o afastar do processo do banco ou mesmo do próprio Tribunal Central de Instrução Criminal.

 
 
 
 
publicado por lino47 às 01:10
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Domingo, 8 de Março de 2015

Passos Coelho bipolar

Pedro piegas

por PEDRO MARQUES LOPES09/03//15

 

1. Todos conhecemos pessoas com várias personalidades. Muitas da nossa vida de todos os dias, das nossas amizades, das nossas famílias. Outras que não fazem propriamente parte do nosso círculo mais íntimo mas que vemos ou ouvimos nos media. Políticos, por exemplo. São estes que mais vezes exibem uma espécie de desdobramento público de personalidade. Não poucas vezes, dão a sua opinião sobre um qualquer tema e dizem-nos: "É a minha opinião pessoal." Ficamos assim a saber que há a forte possibilidade de ter outra: uma que não é a sua mas que esse mesmo cidadão pode defender ao mesmo tempo que a outra ou, pura e simplesmente, estarmos perante alguém que tem duas personalidades distintas.

Talvez seja este o estranho caso do primeiro-ministro Passos Coelho e do cidadão Passos Coelho.

Antes de mais, e para que não reste qualquer dúvida, cumpre dizer que estou convencido da absoluta honestidade e da preocupação com o bem-estar da comunidade de ambos. Temo, no entanto, que o Passos Coelho primeiro-ministro esteja menos preocupado que o Passos cidadão com princípios fundamentais da democracia liberal. Pelo menos foi o que exibiu com o tristíssimo comentário sobre o seu antecessor no cargo, como também não estou a ver o Passos Coelho cidadão invocar a sua família para sua própria defesa. O que se afigura claro é que os dois Passos Coelho não se dariam bem, nada bem mesmo. Era até capaz de dizer que o primeiro-ministro Passos Coelho pensaria no Passos Coelho cidadão como um daqueles elementos que deviam sair da sua zona de conforto e emigrar.

Não me parece que o Passos primeiro-ministro entendesse a possível ignorância do cidadão Passos sobre a obrigatoriedade de pagar à Segurança Social ou que tivesse contemplações com possíveis esquecimentos. Posso imaginar o que diria o Passos primeiro-ministro sobre alguém que, sabendo que tinha uma dívida, levou três anos para pagar. Talvez que o Passos cidadão era alguém de uma outra raça e não "de uma raça de homens que paga o que deve". E que diria o primeiro-ministro, que acha que tem de haver tanta transparência, tanta transparência, que até acha que deve ser o cidadão a provar de onde vem o dinheiro que tem (vide o seu apoio à iníqua lei do chamado enriquecimento ilícito), de um outro que recusasse dizer em que empresas trabalhou? Assim como o Passos Coelho cidadão. Não ficaria pedra sobre pedra de certeza absoluta.

Também não julgo possível que o Passos primeiro-ministro tivesse contemplações com o Passos cidadão se este entregasse fora de tempo uma declaração ou fosse multado por uma qualquer irregularidade fiscal menor. Não, o primeiro-ministro não toleraria aquele cidadão comum de classe média, residente num subúrbio e que passa férias no meio do povo e não numa qualquer luxuosa estância. Esse, como todos nós, já teve falhas na sua relação com o fisco, esse compreende que às vezes temos de gastar mais dinheiro do que era suposto. Ao Passos Coelho cidadão, o Passos Coelho primeiro-ministro diria que quem não tem dinheiro para pagar o IRS é porque viveu acima das suas possibilidades.

Ao Passos cidadão, homem consciente das suas imperfeições, humilde, avesso ao puritanismo, com noção de que a importância dos pecados muda com o tempo, não perdoaria o Passos Coelho primeiro-ministro. Estou aliás convencido de que ultimamente quando olha para o espelho e vê o cidadão Pedro Passos Coelho lhe diz: "És um piegas, pá."

 

2. O ministro da Segurança Social tem azar: sempre que é mais papista do que o papa é certo e sabido que acaba a falar sozinho. No episódio da TSU, foi Mota Soares o primeiro a apregoar a genialidade do plano para depois ser, digamos assim, corrigido pelo líder do seu próprio partido e pelo primeiro-ministro - este esmagado pela realidade.

Também agora, mal se soube do não pagamento atempado à Segurança Social por parte do primeiro-ministro, lá quis o Sr. ministro ser o primeiro a jurar pela probidade de Passos Coelho. E a vontade de agradar foi tanta, que não hesitou em acusar os próprios serviços do ministério que dirige da prática de erros. Coitado do primeiro-ministro, ele não tinha nada que saber se devia pagar, a culpa era dos malandros dos funcionários. E, pronto, lá teve o ministro azar outra vez. O próprio primeiro-ministro veio dizer que não era perfeito e que era ele quem teria falhado.

Entretanto, o ministro calou-se. Talvez seja mesmo a atitude mais acertada. Para ele e para nós. Assim não teremos de assistir a espetáculos constrangedores.

 

3. Cavaco Silva acha que os problemas de Passos Coelho com a Segurança Social são fruto de "controvérsias político-partidárias que já cheiram a campanha eleitoral".

Ficamos assim a saber que o Presidente da República acha que nada no comportamento de Passos Coelho é reprovável e, portanto, tudo isto não passa de uma "jogada" da oposição. Como foram órgãos de comunicação social que divulgaram os lapsos do primeiro-ministro, devemos, assim, concluir que os que o fizeram estão ao serviço de interesses político-partidários. Ao que Cavaco Silva chegou.

 

publicado por lino47 às 15:32
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Sábado, 7 de Março de 2015

SE eu fosse do PS

Se eu fosse militante ou simpatizante do Partido Socialista estaria muito zangado com a imbecilidade que ali grassa.

Olho para o governo Sócrates à distância – e para a imensa malevolência que lhe dedicam os jovens retornados de Angola que envelheceram antes de crescer – e não vejo motivo para a formação política correspondente não se orgulhar de algumas iniciativas que a mentalidade de negreiro procura esbater.

Contrariar a burocracia foi coisa meritória. As soluções seriam afináveis, claro. Foram insuficientes ainda. Mas foi alguma coisa. Querer fazer é já aqui alguma coisa. A desburocratização que arreda os empecilhos à liberdade – empecilhos favoráveis à corrupção – traduz a morte necessária do subsistente estado nacional-católico. É um imperativo da Democracia Parlamentar. Aquele governo começou a fazê-lo. Ninguém mais o fez.

A recuperação dos excluídos pelo sistema escolar, sem qualificações, é outra intenção meritória e outra realização de mérito – que pode e deve melhorar-se, claro – e foi aquele governo o único a fazer alguma coisa nesta área.

O combate ao isolamento, com o prolongamento da “revolução das estradas” é certamente e também alguma coisa – jamais isenta de críticas possíveis, bem entendido – e acrescentou bem estar à vida de populações inteiras.

A preocupação de familiarizar a infância escolar e a juventude do secundário com a banalização da informática, procurando tornar os computadores de uso pessoal acessíveis a todos, traduziu-se também em medida (aliás tocante) que definitivamente acrescentou alguma coisa à vida dos beneficiados, se acaso o não tiver feito à vida colectiva.

A reforma do parque escolar – atacada pelas críticas que, mais do que medíocres me parecem sórdidas – foi decisão de muitos méritos, aliás evidentes.

E depois houve os projectos. Outro aeroporto. Sim, tem que haver outro aeroporto porque os terrenos de expansão do velho aeroporto de Lisboa foram ocupados pela construção (chama-se áquilo agora, “Alta de Lisboa”). Outro aeroporto é solução inevitável. Provincionaliza Lisboa retirar-lhe o aeroporto internacional? Não. Depende da rede de transportes. Um novo aeroporto de Paris não desactivou Orly, nem provincionalizou Paris.

O TGV é uma ideia óbvia. Conexionar esta terrinha de modo rápido com os centros europeus parece coisa de uma evidente importância. Vai isso onerar as gerações futuras? Tenham juízo. Este ano o Euro perdeu 10% do seu valor. O valor da moeda quando chegarmos às gerações futuras será muito diferente. E as gerações futuras chamarão imbecis e cretinos aos idiotas que objectam assim. Ponham uma moeda de cinquenta escudos ao lado de uma moeda de cinquenta cêntimos e examinem (fisicamente) a quebra do valor da moeda enquanto cresceu um rapaz de 15 anos. Há idiotas que realmente não sabem o que dizem e deviam estar calados.

Não percebo, realmente, a timidez diante deste momento da vida política portuguesa. Sócrates era irritante. Em regra os dirigentes políticos determinados são irritantes. E fazem asneiras. Sócrates não foi excepção. O melhor que sabia e o melhor que pôde não chegou. Acontece com frequência. O melhor que queria não chegou a fazer-se. Também não é raro. Andava envolto nos vapores do Blair. Andava. Não tinha distância crítica suficiente quanto ao “capitalismo popular” nem quanto às fragilidades da vida financeira. Quem a tinha? Não foi suficientemente crítico quanto ao aparelho de justiça e à subversão política assente nas faculdades de direito. É verdade. Mas ninguém mais notou isso. Só agora e pela primeira vez alguém disse isso em voz alta (sinto-me um pouco menos só, que ando a apontar isso há trinta anos). A Universidade Católica devia ser alvo de um inquérito (histórico filosófico) e as publicações dos professores de Direito devem ser passadas ao “scanner”, sem excepção, não apenas para a detecção dos plágios (mais do que frequentes) mas para a detecção dos pressupostos passados aos mais novos e incompatíveis com as referências jusfilosóficas do sistema.

Do ponto de vista da política energética, as apostas nas energias limpas e os investimentos estimulados nesse campo parecem-me (dizendo o mínimo) inteligentes. Atingiram-se os 12%, creio, de resposta às necessidades de abastecimento com a energia eólica e a energia solar. É mais do que as barragens dão. E também isso é alguma coisa.

A primeira sediação da indústria aeronáutica no país também não não será um detalhe de desprezar pelo que comporta de aumento da capacidade de resposta do paíos aos novos tempos. Foi uma boa iniciativa.

A lucidez revelada na reflexão (universitária) sobre a tortura que publicou depois de abandonar as funções significa que clarificou ideias sobre um aspecto fundamental na luta pelos direitos humanos nesta terra, onde só não há tortura porque ninguém fala dela e continuará a “não haver” enquanto tal silêncio subsistir…

Há muitas outras coisas que são francamente negativas naqueles anos. Mas não parece que estas possam ignorar-se.

Ao contrário dos idiotas do actual PS eu não apoiei Sócrates. Não sou membro do PS, nunca fui, nunca quis ser e plausivelmente não o quererei nunca. Mas não entendo porque “carga de água” é que só o defensor penal de Sócrates se manifesta em favor do antigo primeiro-ministro. Foi “um grande primeiro-ministro”? Isso já não sei. Mas foi certamente o último e talvez o mais importante actor que na cena política se interessou, nestes desgraçados tempos, pela vida das pessoas, pela promoção social e humana dos seus concidadãos e desencadeou iniciativas adequadas à prossecução desses objectivos políticos.

Não entendo como pode tanto imbecil ver tão pouco. Nunca tantos viram tão pouco, diria. Que vasto bando de imbecis e que pesados eles são.

 
publicado por lino47 às 18:38
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As dividas soberanas gerem-se

E o país está onde está e como está porque esta corja de incompetentes não só não foi capaz de gerir a dívida como ainda a aumentaram em mais quarenta mil milhões de euros sem fazerem uma única obra pública.
Nem as estradas que estavam quase concluídas como o túnel do Marão ou a ligação Sines Elvas, nem o Metro do Mondego foram capazes de concluir em quatro anos de desgoverno. Só não vê quem tem palas no olhos e só vê para um lado como as bestas.
Se tivessem deixado concluir o PEC IV, em que o BCE já tinha disponiblizado as verbas neessárias, a economia não tinha caído como caiu e o desemprego não tinha aumentado de doze para dezoito por cento,com a grave consequência de terem saido do país cerca de 200.000 jovens técnicos.
As obras que estavam em execução já estariam concluídas e não era preciso andar a pagar indemnizações aos empreiteiros pelos milhões investidos em maquinaria e projectos.
Mas quando a ambição para chegar ao poder é maior do que o interesse nacional e quem toma conta do poder é incompetente, manipulador dos fracos e manipulizável pelos fortes pouca coisa há a fazer.
Agora o país vai levar mais vinte anos a recuperar desta politica escabrosa, incompetente e delapidadora da riqueza nacional e são vinte anos de atraso no desenvolvimento económico.

publicado por lino47 às 13:36
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

O amor escondido de Cavaco por Passos Coelho

Cavaco & Passos Coelho

Quem…

desconheça que, para ser tão honesto como Cavaco Silva, é preciso nascer duas vezes; ignore a limpidez com que ele e a filha acertaram a aquisição e proveitosa alienação de ações da SLN, num gesto de ternura familiar; duvide da boa fé com que deixou a sua Casa Civil envolver-se nas escutas inventadas ao PM de turno; condene a silenciosa fidelidade a Salazar e o cuidado posto na elaboração de uma ficha, na Pide, a alertar para a pouco recomendável mulher do sogro, com quem, por pudor e patriotismo, ele e a sua excelsa esposa não privavam; não aprecie, por má fé, o desprezo por Saramago, motivado por sólidos princípios religiosos e alto sentido de Estado; não acompanhe as explicações da sua vida transparente através do faceboock e, sobretudo, dos silêncios,

…ainda há de julgar que a Casa da Coelha esteve na base de alguma fuga ao fisco ou negócio de favor.

Num país de cobiçosos, onde a marquise na Travessa do Possolo foi notícia, há quem não perdoe a modesta casinha de férias na praia da Coelha, com três pisos, seis quartos (cinco são duplos) e seis casas de banho, piscina e 1600 metros quadrados de área descoberta, cuja matriz não consta nem dos registos da Conservatória, nem do cartório notarial de Albufeira. Absorvido com a Pátria até se esqueceu do cartório onde fez a escritura.

A exigência ética de dissolver a A.R., questão de higiene para exonerar Passos Coelho e evitar a putrefação do regime, começa a demorar e teme-se que a reputação do PR seja arrastada num mar de lama e perca a consideração dos 20% de portugueses que confiam nele. Cavaco Silva devia ser avisado das tropelias do PM que jurou manter irrevogável.

O Governo perdeu autoridade moral para exigir impostos e prestações para a Segurança Social, enquanto a delinquência fiscal, ao mais alto nível, for considerada um assunto do foro privado. É ao inamovível e impoluto PR que cabe a desinfeção do Palácio de S. Bento cuja ocupação pouco recomendável se deve a uma apólice presidencial.

publicado por lino47 às 19:37
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Cavaco Silva

Posto isto,
O povo português continua a não saber de nada e este homem que é considerado a cabeça, tronco e membros de uma falcatrua colossal na economia nacional continua a fazer de nós idiotas aparvalhados que comem o que lhes pôe na mesa sem sequer verem que os talheres estão sujos ou mal lavados.
Quando é que este povo abre os olhos e começa realmente a ver quem é que o anda a enganar e a locupetar-se com os proventos dos seus sacrificios.
É tempo de dizer basta.
É mais do que tempo de dizer basta
Esta corja de políticos tem de acabar, nem que para isso seja preciso ir ao fundo da questão.
Este homem que não só alinhou e encobriu jogadas financeiras lesívas do interesses do povo, que alinhou em negócios escuros, que fugiu ao fisco ao trocar um terreno que herdou por uma mansão cujo valor é superior a meio milhão de euros e que não pagou as mais valias como qualquer cidadão tem o dever de pagar é o mesmo que esvazia os cofres do erário público com despesas pessoais e com o seu bem estar pessoal enquanto centenas de milhares de cidadãos estão no limiar da pobreza com a educação a saúde a degradar-se a cada dia que passa.
Este homem não tem escrúpolos e não é digno do cargo que ocupa.
Mas ouçam-no e e avaliem.

publicado por lino47 às 14:27
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