Sábado, 31 de Janeiro de 2015

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Faço minhas as palavras de João Paulo Forte porque acredito que se não tivessem sido criadas leis que proíbem criar animais para consumo próprio, nada desta industria teria o peso negativo que tem . Antigamente nas aldeias, qualquer casa tinha alguns terrenos para explorar e criar galinhas perus, patos, duas ou três cabras, coelhos. e em alguns casos uma ou duas vacas.
Havia também uma horta para produzir couves, batatas, cebolas, tomates, etc,etc.
Assim, sem que os problemas de poluição fossem graves havia carnes variadas, leite, queijo, ovos sem os problemas de poluição causarem tanto impacto.
O problema aqui neste comentário é ficarmos sem saber se o problema tem a ver com o sofrimento dos animais e a maneira como são manuseados ou com a poluição por eles gerada.
Os tais vegas, como agora se afirmam, são mesmo fundamentalistas que usam palas nos olhos e não vêem nada para além da janela do quarto.
Não é correcto discutir no mesmo plano os direitos dos animais e a poluição por eles provocada.
Ou se discute poluição, ou se discutem os direitos dos animais.
Já alguém pensou se a população do mundo inteiro se alimentasse unicamente de vegetais e no impacto ambiental que isso causaria na atmosfera e nos solos?

publicado por lino47 às 01:28
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

instalações militares

Com uma economia incalculável noutro campo para o país – a que resultará do aproveitamento das extraordinárias instalações militares espalhadas pelo território nacional. Aqui, é mesmo incalculável o conjunto de benefícios que podem reverter para a administração central e local, para os agentes económicos, para as populações que as pagaram, dando-lhes o que pode considerar-se um fim social útil. São áreas de muitos hectares, cada uma delas com um conjunto de magníficas instalações atingindo largas centenas de excelentes construções – edifícios administrativos, cozinhas, salas de aulas, oficinas, dormitórios, instalações desportivas, parques auto. Se não aproveitadas em tempo útil, não só perdem as populações e o país, como ficarão destinadas a tornarem-se outras tantas ruínas e desperdícios à semelhança do sucedido com o extraordinário Forte da Graça junto a Elvas, votado ao abandono e ao vandalismo da terra de ninguém. Para isso haja vontade e decisão, a saber, sejam tomadas medidas (x).
Post Scripumt: uma brisa de leste tem soprado sobre o país nos últimos anos sem que se tenham aproveitado da melhor forma os ventos favoráveis da modernização e do progresso europeus, nas FA como noutros sectores nacionais. Agora que pelo mês de Março um novo ciclo político* like emoticon se anunciou e antes que mudem os ventos favoráveis, que venham as decisões.
José B. Monteiro, Cor. Pára-quedista
Restelo, 5 Jul 02
*Novo governo.
No Independente
“Defesa Nacional – Radiografia Militar”

Com a profunda redução na duração do serviço militar obrigatório no início da década de noventa (a), o modelo de exército existente foi praticamente desmantelado – perdeu a sua base, deixando quase de ter soldados capazes de preencher de forma credível as poucas unidades de forças operacionais existentes. As estruturas do modelo no entanto mantiveram-se até hoje, do que resulta continuar o país a dispor de Forças Armadas demasiado pesadas, para forças operacionais demasiado ligeiras. Sob pena de inexistência de facto, o modelo actual está esgotado.
A existência de conceitos estratégicos, mais teorizações de práticas em vigor do que concepções de planos que arrastem projectos, têm o valor que têm, de referências suficientemente genéricas, vagas e abstractas, para não serem impeditivos da tomada de medidas.
Como passar de um organização de cinquenta mil cidadãos para trinta a quarenta mil, digamos dois terços da dimensão actual e ganhar um conjunto de forças devidamente armadas, por custos bem inferiores aos actuais.
Dentro da tradicional visão por sectores, e num país fundamentalmente marítimo e aero--naval, uma Armada ou Marinha de Guerra com que forças e meios? No mínimo idênticos aos existentes e evidentemente que com os submarinos. A admitir a redução de meios na Marinha, como poderá suceder com a não substituição dos existentes, a dimensão restante justifica a existência de uma Armada enquanto tal? FA sem Marinha de Guerra no Portugal atlântico? Uma Força Aérea com dimensões não muito longe das existentes. Insistir numa segunda esquadra de F-16, dadas as comprovadas dificuldades em dispor de pilotos para a esquadra actual e demais custos envolvidos, com que sustentabilidade? Com que justificações, na dimensão, nas possibilidades e nas necessidades do país?
Na dimensão territorial nacional e no contexto político-militar em que o país se insere, encontra-se a necessidade em dispor do elemento essencial de combate, o soldado terrestre, a justificação fundamental de um Exército de Terra. Com uma brigada mecanizada, sem a qual não há presença mínima respeitável no mundo militar moderno e na Europa, mais uma outra de infantaria ligeira, dando a consistência mínima necessária ao ramo terrestre das FA. E algumas forças especiais, de necessidade elementar e cada vez mais no futuro. Insistir numa terceira brigada, quando se tem de longa data revelado a incapacidade em dispor de duas minimamente credíveis, é perder tempo e energias com planos irrealistas e inconsequentes.
Na organização de base, pouco havendo a racionalizar em dois ramos relativamente modernizados e dispondo de meios de combate e infra-estruturas territoriais mínimas, ou seja na Armada e na Força Aérea, resta o Exército ainda com um modelo do tempo da guerra-fria e do SMO da segunda metade do séc. XX. Em trinta grandes aquartelamentos existentes, sedes de quase outros tantos regimentos sem tropa, seleccionar uma dezena, destinada aos futuros regimentos de instrução e batalhões operacionais. Para oito grandes escolas práticas do tempo dos grandes efectivos mas hoje quase vazias, reconverter duas juntando numa a formação dos quadros das armas combatentes agora dispersas por quatro.
Na organização intermédia, estruturas ajustadas á realidade militar nacional. Das três escolas superiores de nível universitário, escolher uma que melhor se adapte a uma grande e categorizada escola única, complementada com as necessidades de formação especifica dos três ramos, sempre com um grau significativo de formação comum. Idem quanto aos institutos e outras escolas superiores e demais centros de formação militar. Os órgãos e serviços de apoio, racionalizados de acordo com as modernas técnicas de administração e gestão.
Na organização superior, uma economia de escala muito significativa. A abolição de três regiões militares, presentemente reduzidas a três quartéis-generais com bastantes quadros e produtividade nula. Três altos comandos operacionais dos ramos, transformados num comando operacional (a) das FA com o aproveitamento das extraordinárias infra-estruturas de um dos actuais comandos. E se for possível racionalizar os estados-maiores num estado-maior de defesa, tanto melhor - em termos de infra-estruturas e de equipamentos, um dos atuais, o maior e o mais moderno, está seguramente sobredimensionado (b). Assim se dispensará facilmente um previsto novo estado-maior (c) para substituir um dos actuais, uma construção faraónica em risco de ir constituir um enorme elefante branco destinado a chefiar um dos ramos, em cuja orgânica não se prevê a existência de qualquer divisão ou corpo de exército, cem milhões de euros para não gastar.
Difícil, começa a ser deixar de fazer alguma coisa Para uma modernização que dê ao País umas novas FA, acabando assim com o estado a que se chegou e a habitual responsabilização dos políticos pelos militares, pela ausência de mudanças versus falta de meios financeiros. Implementando um choque militar em ralação ao status quo, para que o país possa efectivamente contar com forças credíveis em permanência, o que não sucede hoje, contar com outra segurança e credibilidade militares. As economias resultantes, aplicadas num treino permanente que hoje é pouco mais que incipiente, com outros resultados bem diferentes dos actuais. Possivelmente dando até para pagar melhores salários aos futuros profissionais militares.
Com uma economia incalculável...

publicado por lino47 às 23:29
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Fernando António

Aqui mesmo, hoje! Em vosso território vos derroto.

Óh desprezados de Eros!

Óh falsa gente, que falsos são...

No vosso gesto e linguagem de canhotos.

 

Escrevo-vos com a minha mão direita que vos esmaga.

Para sempre banidos. Não dos reinos que não têm...

Não tiveram nem terão...

Banidos sim, dos esconderijos onde estão.

 

Vossas danças cómicas, quando se queriam sérios...

São macabras de assassinar a pureza....

Bebem da pobreza que criam?

Sobem pelos cadáveres que violam?

Nem a morte vos dá a mão.

 

Porque é lá, frente ao portal

Onde o vício vos acorrenta aos vossos livros

Que pressentem (mas só pressentem)

O valor do imortal

Da Luz que brilha

Sem que alguém lhe dê abrigo.

 

“ Leiam lá as nossas bostas “

Dizem gemendo anais e nus

“ escrevemos isto sofrendo

De prisão de ventre... na cruz “

 

Esperam delírios das multidões?

As ausentes dos vossos antros?

Misericórdia para a flatulência

Transbordante dos vossos beiços?

 

Claramente vos digo:

Poesia, não é uma forma de azia

Que ávidos porque áridos

Se confundam os tolos

 

Ela não vive nem por um dia

Nos despojos dos vossos roubos

 

Nem a métrica, nem a rima

 ..................

 

Percebem como me alargo no território?

(claro que não) 

Neste território, para mim,sagrado

Que de verdade em verdade

Vos imponho a minha razão?

 

Percebem? Percebem bem?

Eu não como nem comeria a comida aos ratos

Nunca comi, nem como de vossas mãos.

 

Dei-vos boa paparoca, seus bimbalhões enfadonhos.

Levei-vos a ver um rio maior

Provar a atmosfera de um velho coreto

Sentirem que algures, muito perto vivia o amor.

(ao vento)

Sentados na minha pila.... 

Sentiram a emoção de nem nada poderem ser.

(o vosso segredo frustrou-se).

 

Tinha que chegar o dia

Em que vos dissesse (claramente)

O sangue que me chuparam em vida

Acompanhar-vos-á até morrerem

Brotará de vós em feridas

Recordando-vos que nesta vida...

Até os sonhos têm um dono.

 

Coisa leve para quem já morto

Foi sempre pobre chalaça

Vêem chegar misericordiosa a hora do sono

E o vosso sono, vossa desgraça. 

 

 

Fernando António dos Santos

(Caldas da Rainha 27 de Janeiro 2015) 

 

publicado por lino47 às 21:45
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015

microprodução

O novo regime de produção de eletricidade renovável para autoconsumo penaliza a venda de eletricidade não consumida: "A unidade de produção tem que ser dimensionada para bater certo com o consumo"

Os portugueses podem instalar até seis painéis fotovoltaicos para produzir eletricidade em casa para autoconsumo sem necessidade de obter licenças nem qualquer custo adicional, de acordo com o novo regime publicado hoje em Diário da República.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicou que o objetivo é “liberalizar e desburocratizar o autoconsumo”, ou seja, “dar o direito a cada cidadão de produzir a sua própria energia elétrica, substituindo assim, caso entenda, o pagamento que tem que fazer ao comercializador”.

Até agora, a produção de eletricidade com vista ao autoconsumo era “uma realidade que não estava legislada”, explicou o governante sobre o diploma que também introduz alterações ao regime da microprodução.

A instalação de produção para autoconsumo inferior a 1,5kW apenas está sujeita a uma comunicação prévia de exploração, dirigida à Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), entidade que fica com a responsabilidade de acompanhar a atividade de produção de eletricidade para autoconsumo.

Já quem optar por instalar mais de seis painéis fotovoltaicos (e até 1MW de potência) tem que fazer o registo da sua instalação previamente e aguardar uma vistoria técnica. Acima desse nível de produção, tem que obter uma licença de produção, acrescentou o responsável da Energia.

O novo regime de produção de eletricidade renovável para autoconsumo penaliza a venda de eletricidade não consumida: "A unidade de produção tem que ser dimensionada para bater certo com o consumo".

Se for produzida mais energia do que a consumida, acrescentou, pode entrar na rede, mas "a um preço de resíduo", alerta, explicando que assim se evita prejudicar os outros consumidores.

Artur Trindade adiantou que este regime pode levar à implementação de até aos 300MW de potência instalada até 2030, estando dependente "de muitas condicionantes exógenas ao sistema elétrico".

"Vai depender do dinamismo das empresas que tratam destas matérias bem como o estado da economia e da capacidade de financiamento", disse, considerando que "numa economia sem restrições de financiamento pode representar muito mais".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

publicado por lino47 às 00:25
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Sábado, 24 de Janeiro de 2015

O grito grego

"A Europa à espera do grito grego !

"As revoluções acontecem mais frequentemente - e é forçoso que aconteçam - quando o povo tem um espírito orgulhoso, e tem a noção de que é tão bom como os seus governantes." - Aristóteles

Mais de dois mil anos depois, a frase de Aristóteles continua a fazer todo o sentido e assenta num princípio a que nem sempre se presta a devida atenção: as revoluções não se planeiam nem se fazem, apenas acontecem, como consequência de algo que ocorreu anteriormente.

Quer isto dizer que por mais importante e radical que seja o resultado das eleições legislativas gregas, nunca este 25 de janeiro de 2015 vai ficar na data como o dia da revolução. Mas pode, muito bem, ser recordado como o dia em que a Europa vai começar a mudar. Ou, pelo menos, o dia em que se tornou urgente que mude.

Depois de cinco anos de medidas brutais de austeridade impostas pela troika, a Grécia é hoje um país em que a classe média quase desapareceu, um quarto da população não consegue encontrar emprego (nem metade dos jovens!), onde os níveis de pobreza não cessam de aumentar e em que, estatisticamente, até já se morre mais depressa do que seria de esperar num país do Sul da Europa. A Grécia é um país onde se perdeu a esperança, onde metade da população vai votar com o sentimento de que "pior já não fica" ou com o medo de perder o pouco que ainda lhe resta.

É aqui que a frase acima de Aristóteles ganha nova actualidade: a Grécia chegou a este ponto depois de um programa de ajustamento da dívida imposto por quem se achava "iluminado" pela razão e com a solução para todos os males. Agora, está à vista que essa suposta elite, comandada do centro da Europa, se enganou. E pior: que é incapaz de reconhecer o seu falhanço ou, sequer, aprender com os erros cometidos. Para que exista uma mudança, só é preciso, pois, que o povo recupere o seu orgulho.

A anunciada vitória do Syriza pode ser uma primeira manifestação desse orgulho - e nada mais do que isso, acredito, tal como, há década e meia, a vitória do "revolucionário" Lula não virou o Brasil de pernas para o ar, ao contrário do que anunciavam os arautos da desgraça. Mas a subida ao poder de um partido fora do habitual arco de governação será, seguramente, um grito de alerta que tem de ser ouvido, com redobrada atenção, por toda a Europa.

De uma forma ou de outra, o povo grego vai hoje fazer ecoar a sua voz. E mesmo que não o assumem, acredito que há muita gente, por essa Europa fora, a desejar um grito alto e sonoro dos gregos. Não porque partilhem as ideias do Syriza (longe disso!), mas apenas porque desejam que "as elites europeias' sofram um revés e, talvez, comecem a aprender a lição.

E atenção, estamos ainda em janeiro. Daqui até ao final deste ano de 2015 (que promete ficar nos livros da História!) ainda teremos eleições no Reino Unido, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Polónia, Espanha, Portugal e, talvez, em Itália. Em todas elas, de uma maneira ou de outra, vamos todos andar a olhar para os resultados eleitorais em busca de sinais sobre o futuro da União Europeia. Com uma certeza, porém: a de que, em quase todo o lado, cada vez há mais povo que, como dizia Aristóteles, "tem a noção de que é tão bom como os seus governantes." E isso é que faz nascer as revoluções."

Pois é. também os portugueses esperaram durante quarenta e oito anos o grito português. E o grito português soou e fez tremer Portugal, a Europa e o Mundo e fez sobretudo tremer o grande capital, fez tremer os grandes agrários e fez tremer os banqueiros, fez tremer os industriais e fez tremer os armadores mas como se costuma dizer, depois da tempestade que todos eles sentiram veio a bonança e a bonança trouxe tudo o que de mais negativo havia para o povo. Trouxe o desejo de reconquistar tudo o que tinham perdido e trouxe o desejo de vingança de uma classe saudosista do passado dourado sobre um povo ainda mal preparado para dar respostas adequadas e o resultado está à vista de todos. O povo foi adormecido e depois de adormecido foi espoliado das suas conquistas alcançadas com sacrifícios vários e perdeu. Perdeu o direito à saúde à educação, ao emprego e ao desenvolvimento. E agora? Resta-nos o orgulho de sermos portugueses

 

publicado por lino47 às 23:43
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

Paísde bananas.

Pois é: E que em Portugal de vez a quando a justiça faz destas coisas.
Se um primo ou um primo de um primo em quarto grau comete um indício de crime é melhor pensar na família toda até à quinta geração.
Já foi assim com os Távora, com os duques de Aveiro no tempo do Marquês de Pombal e parece que nada mudou até depararem com a fortuna do primo e tio de Sócrates.
Como o tio e o primo de Sócrates parece que tem muito dinheiro, há que dizer que foi o próprio que o pôs na conta deles para o esconder. Isto não é um país com uma justiça.
Isto é um bananal onde cada jornalista diz o que lhe apetece para fazer notícia e vender jornais. O expresso foi condenado há pouco tempo ao pagamente de cento e cinquenta mil euros por publicar uma notícia fabricada por um fazedor de notícias que dizia que era jornalista de investigação, mas parece que não aprendem nada nem com os erros.

publicado por lino47 às 20:59
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

A hora do senhor presidente

«A hora do senhor presidente. O senhor presidente da República é, constitucionalmente, o garante do regular funcionamento das instituições. (...) Há mais de um mês, a senhora Procuradora-Geral da República anunciou a instauração de um "rigoroso inquérito" às primeiras quebras do segredo de justiça, cujos resultados, com a necessária responsabilização criminal subsequente, se espera a todo o momento. (...) Não me custa imaginar o profundo incómodo da senhora Procuradora-Geral, cuja nomeação foi anunciada como uma "lufada de ar fresco" numa PGR criticada, no passado, por vários procedimentos incorretos e até alegadas irregularidades, ao constatar que o trabalho que está a ser executado sob a sua tutela é hoje alvo de sérias "fugas" para a imprensa. À luz de um comunicado da PGR anteontem publicado, deduz-se que um esforço de esclarecimento sobre a ou as origens dessas novas fugas vai ser encetado, com o presumido vigor.
Na pendência das conclusões sobre a origem dessas mesmas fugas, e apenas por virtude da respetiva ocorrência, é-se levado a concluir que subsistem deficiências graves na preservação do segredo da investigação processual - a menos, e não podemos excluir liminarmente essa hipótese, que tudo o que tem aparecido na imprensa não sejam senão "factóides", inventados pela imprensa. E, das duas uma: ou tudo é falso, e a Justiça já deveria ter vindo a terreiro dizer que o que foi publicado não passa de efabulações e especulações de jornalistas criativos e distorsores da verdade, ou as notícias espelham, de facto, dados verdadeiros do andamento do processo e, nesse caso, pareceria curial que a própria Justiça tivesse já investigado a origem do "leak" e lhe tivesse posto termo. Há ainda uma terceira hipótese teórica, embora implausível num Estado de direito democrático: que tenha sido a Justiça, deliberadamente, a fornecer à imprensa o que tem sido publicado. Isso significaria, nesse cenário absurdo e ridículo, que os drs. Ricardo Alexandre ou Rosário Teixeira teriam contribuído dolosamente para colocar no domínio público algumas peças do processo. Passa pela cabeça de alguém esta bizarríssima hipótese? Não passa, claro!
Em qualquer dos três casos (volto a dizer: o último é completamente implausível), verifica-se uma clara deficiência nas instituições, com o seu funcionamento a revelar algumas sérias irregularidades. O que, a contrario, nos leva a concluir que, sem a menor sombra de dúvida, elas não estão a funcionar de modo regular. E, neste caso, volto às primeiras linhas deste texto. Este não é um caso qualquer e o mundo exterior olha-o com atenção, como um verdadeiro teste à fiabilidade da nossa Justiça: no rigor da luta contra a corrupção e outros presumíveis crimes associados, na equidade e respeito escrupuloso pelos direitos dos (futuros, presume-se) acusados, um dos quais é a proteção estrita do processo, em especial num período em que ainda não está deduzida uma acusação.
É que, sendo o senhor presidente da República o garante desse regular funcionamento, e se acaso não vier a atuar de forma decidida e atempada psra repor a normalidade funcional das mesmas, pode vir a suscitar-se, em alguns espíritos movidos por má fé, a ideia de que este seu imobilismo poderia ter alguma coisa a ver com a conhecida acrimónia que mantém face ao eng. José Sócrates. Ora sabendo nós, pela lógica da seriedade institucional, que as coisas nunca poderiam passar-se assentes nessas motivações, seria importante que o senhor presidente explicitasse, com grande brevidade, aquilo que nós presumimos seja a sua profunda incomodidade com as irregularidades que atravessam a Justiça. E o que tenciona fazer para ajudar a pôr-lhes cobro. É que se há um magistrado que não pode ficar sob suspeita, mesmo de inação, esse é o "primeiro magistrado da nação".» - Francisco Seixas da Costa

 
publicado por lino47 às 21:31
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015

NIcolau Santos e o processo Sócrates

 

O director do Jornal de Notícias pediu conselhos à Procuradoria-Geral da República no âmbito do processo que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Afonso Camões foi recebido este mês, a seu pedido, pela Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, e pelo director do Departamento Central de Investigação e Acção Criminal, Amadeu Guerra, para prestar alguns esclarecimentos.

Segundo uma nota enviada ao i pela PGR, Afonso Camões “manifestou receios quanto à possibilidade, que considerava iminente, de serem publicadas notícias relativas às suas ligações pessoais com José Sócrates, tendo por base escutas realizadas no âmbito da Operação Marquês.”Camões disse ainda recear que tais escutas, cujo conteúdo já fora tornado público, acabassem por prejudica-lo a si e ao Jornal de Notícias. “Disse temer que as referidas notícias prejudicassem não só o seu nome, mas também o do Jornal de Notícias”, refere a nota.Neste cenário, o director daquela publicação “pediu à Procuradora-Geral que o aconselhasse sobre o que fazer”, algo que Joana Marques Vidal não fez por considerar que isso só poderia ser feito por um advogado.

A PGR confirma ainda que Joana Marques Vidal esclareceu na altura “desconhecer totalmente se o nome do director do JN constava das escutas telefónicas efectuadas no referido processo”, adiantando que “sempre que há indícios de crime de violação de segredo de justiça é instaurado inquérito”.Sobre este caso existem já investigações em curso por violação do segredo de Justiça. Nesse sentido, “a Procuradora-Geral da República e o director do DCIAP perguntaram ainda ao director do

 

publicado por lino47 às 01:41
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Estátua de Sal

"DOIS MESES NA CADEIA E...?

(Nicolau Santos in Expresso Diário, 19/01/2015)

José Sócrates está preso preventivamente há dois meses e por lá vai continuar muito tempo por, segundo o Ministério Público, o seu processo ser de grande complexidade. Até agora, o que se sabe vem das fugas de informação que vão aparecendo nos jornais com canais privilegiados ao sistema de justiça. Mas entretanto o que se sabe parece apontar, sem margem para dúvidas, para um exercício de humilhação do ex-primeiro-ministro por parte de quem conduz o processo e do director do estabelecimento prisional de Évora.
No tempo da Inquisição, havia métodos fisicamente bastante violentos para obrigar os presos a confessar os seus crimes contra a Igreja. No tempo da Pide, os métodos eram física e psicologicamente brutais. No tempo da democracia parece que o exercício da humilhação é essencial para «quebrar» os presos.
E é assim que se assiste, com estupefacção e incredulidade, ao director do estabelecimento prisional de Évora intimar o preso número 44 a entregar até hoje dois pares de botas de cano curto que tem estado a usar. Ou a proibição de lhe ser entregue um cachecol do Benfica (coisa que nas cadeias, como todos suspeitamos, não existe…). Ou de livros que vários amigos lhe enviaram ou tentaram entregar pessoalmente (os livros são altamente perigosos, como se sabe). Ou de comida. Ou um edredão porque as celas não são aquecidas – situação que terá entretanto sido resolvida. Ou a violação de correio enviado pelos seus advogados. E é assim que também se sabe que, no interrogatório que conduziu, o juiz encarregue do processo tratou sempre José Sócrates por José Pinto de Sousa.
Até agora, nas referidas fugas de informação primeiro havia um motorista que ia entregar malas cheias de dinheiro a Paris. Depois, já não eram malas, mas envelopes. Depois, o motorista já não ia até Paris. Depois, o amigo de Sócrates, Carlos Santos Silva, tinha um milhão de euros em notas num cofre do Barclays Bank. Afinal, no cofre estavam 50 mil euros, 50 mil dólares e alguns milhares de bolívares venezuelanos.
No tempo da Inquisição, havia métodos fisicamente bastante violentos para obrigar os presos a confessar os seus crimes contra a Igreja. No tempo da Pide, os métodos eram física e psicologicamente brutais. No tempo da democracia parece que o exercício da humilhação é essencial para «quebrar» os presos.UE
Há uma persistência nas fugas de informação envolvendo sempre milhões, que depois se vão esvaziando e passam a milhares. É fundamental fazer passar a ideia dos milhões, porque senão as acusações de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais tornam-se menos credíveis. E à medida que passam os dias mais se radica a ideia que o Ministério Público prendeu para investigar, em vez de ter prendido depois de investigar. E que o caso se vai arrastar por muitos meses para instilar na opinião pública a ideia de que, se está preso há tanto tempo, é porque é seguramente culpado. Há, como é evidente, um indiscutível exercício de humilhação do ex-primeiro-ministro, que passa pelo tempo que estará em prisão preventiva e o esquecimento a que o caso, pouco a pouco, será votado, mas também pelos episódios atrás relatados.
É claro que há muitas zonas sombra que estão mal explicadas por Sócrates. Mesmo quando se pede dinheiro a um amigo, sabe-se quanto se pede, e quem empresta sabe quanto empresta. Neste caso, nem Sócrates nem Santos Silva sabem. Quando há um processo de herança, sabe-se que o cônjuge fica com metade, mais uma parte da metade restante a dividir igualmente com os filhos. Ora Sócrates terá ficado com 75% da herança do pai. Não faz sentido. Ou o ordenado da Octapharma, mais o de outra pequena farmacêutica, do seu amigo Paulo Lalanda de Castro.
Tudo isto, que vai sendo conhecido pelas cirúrgicas fugas de informação, mais o que o motorista há-de ter dito para deixar de estar em prisão preventiva, parecem mesmo assim ainda estar ainda muito longe do objectivo da acusação: provar que os 23 milhões de Santos Silva eram, no todo ou em parte, de Sócrates; e que esse dinheiro resultou de corrupção praticada enquanto foi primeiro-ministro. Mas quem sabe se, de humilhação em humilhação, o Ministério Público não consegue que Sócrates confesse tudo e evita-se a maçada de se andar a investigar um processo de especial complexidade?"

publicado por lino47 às 01:29
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Portugal assobia para o lado

“Estado não cumpre e assobia para o lado
O Estado português deixa que se violem sistematicamente o segredo de justiça e o direito de reserva da vida privada, e assobia para o lado. Posso testemunhá-lo. Disse isso mesmo à Senhora Procuradora-Geral da República, de quem se espera que seja a guardiã dos direitos de cidadania. E que faça o que lhe compete.
Explico-me.
Primeiro, o romance de cordel.
Desconheço a dimensão da matilha, mas sei que, ainda que pouco inteligente, obedece ao dono que a mandou ir "chatear o camões". Só percebeu a terminação, mas veio. Literalmente.
Razões sanitárias inibem-me de dizer o nome da Coisa publicada que nas últimas horas, e provavelmente nas próximas, mente com todas as letras, procurando atingir o meu nome, Afonso Camões, e, por esta via, tentar minar os laços de confiança e de credibilidade na relação com os leitores que fazem do Jornal de Notícias um grande jornal nacional, sustentável, vencedor e orgulhoso da sua pronúncia do Norte.
A Coisa publicada - que lidera em Portugal o triste campeonato das condenações e dos crimes por difamação, abuso de liberdade de imprensa, de violação do direito de reserva da vida privada e outras malfeitorias escritas que tais - mente e manipula, sabe que o está a fazer, mas vai ter que responder por isso, mais uma vez. Associa-nos a um fantasioso plano conspirativo para a tomada do poder na comunicação social, a mando do antigo primeiro-ministro José Sócrates. Esse mesmo, aperreado há 59 dias sem culpa formada, detido preventivamente por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
A "novidade" que trazem, de mau "jornalismo", é velha de mais de 40 anos, tantos quantos os da relação de amizade que mantenho, com gosto e desde a minha juventude, com Sócrates.
E dizem que o avisei que ia ser detido. E que terá sido em maio, quando eu integrava a comitiva do presidente da República à China e a Macau. Ora, se o avisei, e se foi em maio, eu era administrador e presidente da Agência Lusa. Logo, não estava jornalista, muito menos diretor do nosso Jornal de Notícias. E, pelos vistos, nem sequer havia processo.
É verdade: disse-me um jornalista do grupo empresarial da Coisa que a prisão de Sócrates estava iminente. Esse mensageiro cometeu um erro: quando se tem uma informação relevante, o primeiro dever de cidadão de um jornalista livre, pesados os seus direitos e responsabilidades, é para com os seus leitores.
Ele deveria ter publicado a informação, que lhe veio, disse-me depois, por um seu camarada, diretamente da investigação, liderada pelo juiz Carlos Alexandre e pelo procurador Rosário Teixeira. Erro maior, criminoso, é ser verdade essa possibilidade: que a fuga de informação veio dos agentes da justiça, ou seja, de onde menos podemos admitir que se cometam crimes de violação do segredo de justiça.
Sim, eles falam com jornalistas!
Durante meses, o caso parecia ter ficado por ali.
Mas basta uma pequena ponta de verdade para sobre ela fazer cair a sombra de uma grande mentira. Depois da detenção de José Sócrates, a 21 de novembro, mas comentada há meses nos meios políticos e jornalísticos, começou a circular nos corredores da intriga que eu teria avisado o antigo primeiro-ministro da sua iminente detenção. Mas, agora, já como diretor do JN, o que configuraria uma grave violação do Código Deontológico. A mentira chegou, plantada, a vários jornais, mas teve sempre perna curta.
O ataque à minha reputação, mas sobretudo à independência e à credibilidade do nosso Jornal de Notícias, levaram-me a pedir uma audiência à Senhora Procuradora-Geral da República. Joana Marques Vidal recebeu-me quinta-feira à tarde, dia 15, na presença do meu diretor-executivo e do diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Amadeu Guerra, que tutela a investigação ao caso Sócrates, liderada pelo procurador Rosário Teixeira e pelo juiz Carlos Alexandre.
Narrei à procuradora parte dos factos aqui descritos. Mostrei-lhe séria preocupação pela intentona em curso, lesiva e violadora dos meus direitos, liberdades e garantias, e, sobretudo, o gravíssimo atentado à credibilidade deste JN centenário, que atravessou regimes e revoluções, mas que não é nem nunca poderá ser utilizado como instrumento de uma qualquer guerra empresarial, na disputa pelo controlo dos média portugueses.
Falei a Joana Marques Vidal das escutas de que estaria a ser alvo, da violação do segredo de justiça, da tentativa de condicionamento da minha liberdade enquanto diretor de jornal e jornalista, e da necessidade de a procuradora-geral, como guardiã dos direitos dos cidadãos, atuar para impedir esta violência e a continuação destes crimes. Disse-nos nada poder fazer e, candidamente, aconselhou-nos a consultar um advogado...
Diz a Coisa publicada que foi Sócrates que me fez diretor do Jornal de Notícias.
Sou honrosamente diretor deste grande jornal, com o voto unânime do seu Conselho de Redação, depois de ter aceitado o convite dos meus administradores, com o apoio do Conselho de Administração deste grupo empresarial. É perante eles que respondo. E é aos nossos leitores que dou a cara, cada dia.
Aqueles que se cruzaram comigo ao longo de 35 anos de carreira, que me orgulha a mim, aos meus filhos e amigos, sabem a massa de que sou feito.
Trabalhei com zelo e lealdade sob Freitas Cruz, Feytor Pinto, Marcelo Rebelo de Sousa, José Miguel Júdice, Francisco Balsemão, Cunha Rego, Vasco Rocha Vieira. Nos últimos anos, enquanto administrador da Lusa, trabalhei sob sete ministros, ao longo de três governos de diferentes famílias.
Não sou de deixar ninguém para trás. E guardo em casa, entre outras honrarias, a medalha de mérito da minha terra e a Medalha de Mérito Profissional que me foi atribuída em nome do Estado português.
Mas voltemos à audiência na Procuradoria-Geral da República. O diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, considera que "não há política neste caso" e, sem que eu o tivesse questionado, sublinhou a confiança dos seus "homens no terreno" (estou a citá-lo), negando, primeiro, ter ouvido as escutas, mas, depois, confirmando ter ouvido mas não tudo.
No dia seguinte, a 16, a Coisa publicada bradava o primeiro folhetim da fantasia conspirativa, pretendendo atingir o presidente do Conselho de Administração da Global Media, Daniel Proença de Carvalho, e os seus administradores.
Quem é essa gente, que atira a pedra escondendo a mão?!
Há mais de 400 anos, Filipe II de Castela, aquele que residiu em Lisboa, topou-lhes o caráter nos avoengos, em carta enviada à mãe para Madrid: gente rasteirinha, daqueles que "sofrem mais com a ventura alheia do que com a dor própria". Dói-lhes de inveja que sejamos sãos, a crescer e melhores do que eles. E estão outra vez enganados: aqui, na casa, cumprem-se regras herdadas de gerações de grandes jornalistas, ao longo de 127 anos, e gostamos de roçar a nossa na língua portuguesa. Mas antes mortos do que na imundície em que esgravatam.
Mais luz sobre este lance põe a descoberto, também, o mais sujo e antigo dos truques das guerras comerciais que todos conhecemos: atirar lama sobre os produtos e as empresas da concorrência, para ganhar vantagem no mercado. É nessas práticas que se revelam os carateres.
Não disputaremos tal terreno.
A liberdade de imprensa não pode ser utilizada em nome do lucro ou de agendas empresariais. Nada é mais importante do que a liberdade. E são ignóbeis quaisquer tentativas de submeter a liberdade a agendas pessoais - sejam elas privadas, ou mesmo públicas.
Não podemos permitir que, a coberto de um caso mediático, empresas nossas concorrentes utilizem a mentira para tentarem ganhar vantagem.
A meses de duas eleições que convocam os portugueses para importantes escolhas, a quem aproveita a tentativa de condicionamento do JN?
Este jornal tem critérios e depende exclusivamente deles. São os da ética e do rigor profissional. Não tem ambições políticas e é indiferente a quem as tiver. Não deve obediências a partidos, autarquias, clubes, empresas ou qualquer sacristia. Mas não é nem será neutral na defesa das grandes causas, pela liberdade e dignidade do homem como medida de todas as coisas.
Contra o centralismo, a miséria, a ignorância, a inveja e a tirania, não gostamos do jornalismo mole, narcótico ou redondinho. Ao contrário, apreciamos e procuraremos acolher e cultivar a prosa culta, comprometida, por vezes revoltada - e sempre, sempre inconformada. Um jornal são milhões de palavras. E quem as escreve escreve-se a si também, no seu registo histórico.
O JN é um exercício de memória contra o esquecimento. Na batalha contra as desigualdades e na afirmação da solidariedade inclusiva, em primeiro lugar na relação de vizinhança, aí esteve e aí estará sempre o Jornal de Notícias.
Como eu compreendo o Papa Francisco quando, há poucos dias, disse que se alguém lhe ofendesse a mãe "deveria estar preparado para levar um soco". Por mim, hesito em ir às fuças cobardes de quem me quer ofender, porque resisto à ideia de meter as mãos na enxovia.
Até lá, o Senhor lhes perdoe, que eu não posso.”

- por AFONSO CAMÕES, 19.01.2015,

 

publicado por lino47 às 13:59
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