Sábado, 14 de Outubro de 2017

O Marquês


Porque não é sequer Sócrates que está em causa.



O que está em causa é deblitar o regime democrático começando pelas suas figuras de proa



Se o que está em causa fosse a corrupção já há muito tempo que tinham ido atrás de outros que se locupetaram com importâncias bem maiores, mas como nenhum deles ocupou o lugar de 1º ministro não interessam.



Sócrates é tão só o bode expiatório que segundo a direita melhor se enquadra no esquema para derrotar a esquerda e a democracia.



Tentaram desacreditar Mário Soares mas era perigoso de mais por causa do seu crédito internacional.



Pensaram desacreditar Mário Soares através do filho, também não conseguiram.

publicado por lino47 às 12:35
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Sábado, 5 de Agosto de 2017

Amadeu Homem

 

A DEVASSA E OS DEVASSOS
O Alexandre, mais o Rosário, mais o resto dos mordomos que devassam Sócrates, cumprem metodicamente o desiderato de converter este Senhor, seja ele inocente ou culpado, seja ele herói ou bandido - ou até, mais pro...vavelmente bandido-herói - num caso típico de imortalidade jurídico-mediática.
Um dia, quando correr o tempo sobre esta palhaçada mega- ridícula e híper-vergonhosa, sobretudo para quem deveria apenas julgar serenamente, as actuais crianças irão dizer aos netos que viveram no tempo do processo do Senhor Sócrates, do mesmo modo que, no passado, houve quem dissesse à descendência que tinha vivido nos tempos do Emiliano Zapata ou do Arsène Lupin. O aparelho judicial português, esmiuçando Sócrates até à molécula, converte-o em bandeira, em hino, em "pin" de lapela, em figura icónica.
O último desenvolvimento do caso já assume foros de inelutável demência noticiosa : quem comprou os livros do Sócrates ? É a curiosidade convertida em tique e o barulho mudado em traque.
Vamos imaginar que o Imortal em causa tenha pedido ao Santos Silva, à Fava, a todos os trabalhadores do Grupo Lena, aos penitenciários de todas as cadeias portuguesas, aos antigos camaradas do PS, aos pitos aos saltos que o acham bonito, aos calmeirões de duvidosa sexualidade que não o acham feio, vamos imaginar por um breve instante que isto ocorreu e que todos receberam o mandato de adquirirem, às "palettes", o livro do dito herói. Ocorreu ? E depois ? Sócrates vendeu o seu papel e , supostamente, financiou a operação. E depois ? Mas qual é a consistente relevância deste facto num processo que, segundo a má língua, já vai em mais de NOVENTA grossos tomos , QUE NENHUM JUIZ IRÁ LER LINHA POR LINHA ?
Este dito Imortal acabará por ser julgado E CONDENADO, porque aquilo que bizantinamente dá pelo nome de Justiça lusitana necessitará imperativamente de uma condenação "exemplar", para que ela própria não desabe , a golpe de gargalhadas.
Daqui a muitos anos, ninguém saberá quem foi Rosário, quem deu pelo nome de Alexandre e quem se disse Vidal, na chefia da banda. Mas haverá pouca gente razoavelmente informada que não saiba quem foi um tal José Sócrates Pinto de Sousa, conduzido ao Olimpo da relevância pública por uma dúzia de togas malparada.

 
 
 
publicado por lino47 às 13:41
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017

Um arrazoado

Antes da última glaciação, Portugal estava coberto por uma floresta sempre-verde (laurisilva). Durante essa glaciação a descida drástica da temperatura fez desaparecer quase por completo essa laurisilva, tendo sido substituída por uma cobertura florestal semelhante à actual taiga. Após o período glaciar, a temperatura voltou a subir, ficando o país com um clima temperado como o actual. Assim, a floresta glaciar foi substituída por florestas mistas (fagosilva) de árvores sempre-verdes (algumas delas relíquias da laurisilva) e outras caducifólias, transformando o país num imenso carvalhal caducifólio (alvarinho e negral) a norte, marcescente (cerquinho) no centro e perenifólio (azinheira e sobreiro) para sul, com uma faixa litoral de floresta dominada pelo pinheiro-manso e os cumes das montanhas mais frias com o pinheiro-da-casquinha (relíquia glaciárica). Por destruição dessas florestas, particularmente com a construção das naus (três a quatro mil carvalhos por nau) durante os Descobrimentos (cerca de duas mil naus num século) e da cobertura do país com vias férreas (travessas de madeira de negral ou de cerquinho para assentar os carris), as nossas montanhas passaram a estar predominantemente cobertas por matos de urzes ou torgas, giestas, tojos e carqueja. A partir do século XIX, após a criação dos "Serviços Florestais", foram artificialmente re-arborizadas com pinheiro-bravo, tendo-se criado a maior mancha contínua de pinhal na Europa. A partir da segunda década do século XX, apesar dos alertas ambientalistas, efectuaram-se intensas, contínuas e desordenadas arborizações com eucalipto, tendo-se criado a maior área de eucaliptal contínuo da Europa. Sendo o pinheiro resinoso e o eucalipto produtor de óleos essenciais, produtos altamente inflamáveis, com pinhais e eucaliptais contínuos, os incêndios florestais tornaram-se não só frequentes, como também incontroláveis. Desta maneira, o nosso país tem já algumas montanhas transformadas em zonas desérticas.
Sempre fomos contra o crime da eucaliptização desordenada e contínua. Fomos vilipendiados, maltratados, injuriados, fomos chamados à Judiciária, etc. Mas sabíamos que tínhamos razão. Infelizmente não vemos nenhum dos que defenderam sempre essa eucaliptização vir agora assumir as culpas destes "piroverões" que passámos a ter e que, infelizmente, vamos continuar a ter. Também sempre fomos contra o delapidar, por sucessivos Governos, dos Serviços Florestais (quase acabaram com os guardas florestais). Isso e o êxodo rural (os eucaliptos são cortados de 10 em 10 anos e o povo não fica 10 anos a olhar para as árvores em crescimento tendo, por isso, sido "forçado" a abandonar as montanhas e a ficar numa dependência económica monopolista, que "controla" o preço da madeira a seu belo prazer) tiveram como resultado a desumanização das nossas montanhas pelo que, mal um incêndio florestal eclode, não está lá ninguém para acudir de imediato e, quando se dá por ele, já vai devastador e incontrolável.
Infelizmente vamos continuar a ter "piroverões" por mais aviões "bombeiros" que comprem ou aluguem. Isto porque, entre essas medidas, não estão as duas que são fundamentais, as que poderiam travar esta onda de incêndios devastadores que nos tem assolado nas últimas décadas. Uma, é a re-humanização das montanhas, que pode ser feita com pessoal desempregado que, depois de ter frequentado curtos "cursos de formação" durante o Inverno, iria vigiar as montanhas, percorrendo áreas adequadas durante a Primavera e Verão. A outra medida fundamental seria, após os incêndios, arrancar logo a toiça dos eucaliptos e replantar a área com arborização devidamente ordenada. Isto porque os eucaliptos rebentam de toiça logo a seguir ao fogo, renovando-se a área eucaliptada em meia dúzia de anos, sem grande utilidade até porque o diâmetro da ramada de toiça não é rentável para as celuloses. Mas como tal não se faz, essa mesma área de eucaliptal torna a arder poucos anos após o primeiro incêndio e assim sucessivamente. Muitas vezes, essas mesmas áreas são também invadidas por acácias ou mimosas, bastando para tal que exista um acacial nas proximidades ou nas bermas das rodovias, pois as sementes das acácias são resistentes aos fogos e o vento ajuda a dispersá-las por serem muito leves. As acácias, como são heliófitas (plantas "amigas" do Sol), e não havendo sombra de outras árvores após os incêndios, crescem depressa aproveitando a luminosidade e ocupando aquele nicho ecológico antes das outras espécies se desenvolverem.
Mas como vivemos numa sociedade cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais, com maior rapidez e o mais barato possível, as medidas propostas são economicamente inviáveis por duas razões: primeiro, porque é preciso pagar aos vigilantes e respectivos formadores; segundo, porque arrancar a toiça dos eucaliptos é muito dispendioso (custa o correspondente ao lucro da venda de três cortes, isto é, o lucro de 30 anos). É bom também elucidar que os eucaliptais só são lucrativos até ao terceiro corte (30 anos). Depois disso, estão a abandoná-los, o que os torna um autêntico "rastilho" ou, melhor, um terrível "barril de pólvora", áreas onde os seus óleos essenciais, por vaporização ao calor, são explosivos e, quando a madeira do eucalipto começa a arder, provocam a explosão dos troncos e respectiva ramada, lançando ramos incandescentes a grande distância. Este "fenómeno" tem sido bem visível nos nossos "piroverões".
Por outro lado, pelo menos uma destas medidas (arranque da toiça e re-arborização ordenada) não tem resultados imediatos mas a longo prazo. Por isso os governantes não estão interessados na aplicação dessas medidas, pois interessa-lhes mais resultados imediatos (as eleições são de quatro em quatro anos...) do que de longo prazo.
Assim, sem resultados imediatamente visíveis e com uma despesa tão elevada, os governos nunca vão adoptar tais medidas. Preferem gestos por vezes caricatos, como distribuir telemóveis aos pastores, mas que nunca não acabarão com os "piroverões".
Finalmente, após a referida delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), esqueceram-se da conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos.
Se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal. Biólogo

publicado por lino47 às 23:17
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estátua de sal

criticas_espelho

INTRODUÇÃO: Há dois dias publiquei um texto, que o ESTÁTUA DE SAL gentilmente partilhou, que intitulei ” SÃO TODOS IGUAIS “, reportando-me ao que é usual ser dito pelos comentadores do costume, principalmente em relação a Políticos e Autarcas.

E lembrei-me deste artigo que escrevi já há mais de dois anos ( Maio de 2015) e fui relê-lo. Como constatei que, apesar de datado, mantém uma enorme acuidade, principalmente no que respeita a um senhor que ainda é líder da Oposição e se apresenta como justiceiro mor do reino, exigindo demissões sobre demissões e acusa o “Estado”  ( Governo) de ser “barata tonta”, achei por bem republicá-lo, aguardando a Vossa compreensão e aceitação.


” Não somos todos iguais”! (07 de Maio de 2015 )

Terá afirmado Pedro Passos Coelho imediatamente a seguir à prisão de José Sócrates, querendo certamente diferenciar-se dele quanto a supostos comportamentos que, mesmo ainda não provados, ele nunca teria, tentando, assim, afirmar uma superioridade moral e de carácter que ele tem e o outro não teria para ocupar o lugar público que ocupa e poder ser paladino das “ verdades” em que acredita e tenta implementar.

Deixando implícito, claro, que os princípios que o orientam, as pessoas que o ensinaram e admira e a sua visão da política não se coaduna com a utilização de um lugar público para fins pessoais ou a utilização de decisões que promovam o favorecimento de terceiros com o intuito de para ele de algum modo reverterem.

Que ele, de princípios éticos sólidos e de cultura de moral acima de quaisquer suspeitas, ele sim, é seguidor das boas práticas republicanas, não pactua com esses tipo de comportamentos, não se revê em todas essas pessoas que utilizam o seu conhecimento dos meandros da política para obter e conceder favores, facilidades e privilégios que conduzam ao enriquecimento pessoal, não tolera pessoas dessas ao seu lado, nem como colaborador nem como conselheiro, e não admite sequer que entrem no rol das suas amizades. Sendo Sócrates assumidamente um “ pecador” neste enredo ele, não sendo igual, tendo outros princípios e outros objectivos será o “ santo”. Se assim pensou melhor o disse.

“ Não somos todos iguais” e, portanto ele,  Pedro Passos Coelho, não será igual a Sócrates. Nem igual a mim, nem igual a si, nem igual a ninguém. É uma verdade “ La Paliciana”, indesmentível quanto à constatação de uma realidade mundana. E até mesmo humana porquanto não haverá dois seres iguais e até mesmo os gémeos verdadeiros hão-de sempre ter qualquer pequenino sinal que os distinga e faça deles dois seres não iguais. Como não haverá dois seres de pensamentos iguais sobre o que quer que seja. Nada de mais evidente, portanto. Até aí tudo bem. Só que…

Também não somos todos iguais na burrice, na estupidez, na sonsice, na pequenez, na mediocridade, na subserviência, na dissimulação, na grandiloquência, na ignorância, na torpeza, na arrogância, na boçalidade, no cinismo, no descaramento, na insensibilidade, na incompetência, na leviandade, no malabarismo, na mediocridade, na mesquinhez, no oportunismo, na prepotência, no pedantismo, no pretensiosismo, na sobranceria, na soberba, na tibieza, na hipocrisia e, finalmente, no amadorismo.

É que Pedro Passos Coelho ao utilizar a frase supra como forma de apoucamento, tentando daí tirar dividendos de imagem e de superioridade, ele coloca-se imediatamente numa posição de confronto comparativo com outros. Desde logo com Paulo Portas : são iguais ou não? Com Relvas: são iguais ou não? Com Dias Loureiro? São iguais? Com Oliveira e Costa e Duarte Lima: são iguais? Com Marco António Costa: são iguais? Pois este é que é o tema! Será que pode Pedro Passos Coelho repetir a mesma filosófica frase? Ou tem que a reformular?

E já agora: e com António Costa? Não era ao PS que queria chegar envolvendo na nebulosa da frase toda uma amálgama de gente mas com um destinatário preciso, de modo a associá-los à suposta culpa de Sócrates e daí tirar dividendos? Como atrás referi, ao ter afirmado o que afirmou, Passos Coelho não se pode furtar à análise comparativa com quem é candidato à ocupação do ainda seu lugar ( António Costa ) e já não  basta aquela questão em que se pergunta se compraria um carro em segunda mão àquele candidato. Não, a questão está agora posta num patamar mais elevado e a exigência subiu de fasquia e essa fasquia está onde está colocada precisamente por ele, Passos Coelho.

Não sendo todos iguais somos, portanto, diferentes. Uns têm melhores aptidões outros menos, uns estão mais bem preparados outros menos, uns têm um percurso de serviço público e outros não, uns têm experiência de vida e outros não, uns têm um cadastro público limpo e outros não, uns têm amigos recomendáveis e outros não, uns demarcam-se das atitudes menos recomendáveis outros não, uns têm preocupações nas suas relações com os deveres perante o Estado e outros menos, uns têm registo criminal limpo e outros não, uns tiveram vida limpa e outros não, uns têm história de vida sólida e outros não e, finalmente, uns reconhecem méritos de progressão nas carreiras e na vida a quem realmente esse sucesso surgiu da tenacidade, do esforço, da dedicação, do arrojo, do saber, do empreendedorismo e da capacidade demonstradas e outros têm como exemplos a seguir os que conseguiram exposição e riqueza à custa de relações facilitadas por informações adquiridas enquanto agentes políticos, por compadrios acobertados por interesses, por aproveitamento de disposições legais de favorecimento ilegítimo, enfim por todo um percurso feito ao arrepio muitas vezes das próprias leis e nada condizente com a postura ética que seria devida. Não somos todos iguais, portanto.

Ao tecer o inacreditável elogio a Dias Loureiro como exemplo de como vencer na vida, ao dá-lo como um exemplo de como criar riqueza e ter fausto, ao manter Paulo Portas como seu parceiro de coligação, ao ter Miguel Relvas como mentor, ao ter Marco António Costa como seu principal conselheiro e, em suma, fazer destes exemplos o espelho no qual nos devemos rever e inspirar Pedro Passos Coelho faz, realmente, jus à assassina frase que proferiu : “ Não somos todos iguais” e ainda bem que não somos.

Ainda bem que António Costa, e refiro-o porque foi a ele que dirigiu a frase, não é igual a si e ainda bem que, muito proximamente, vai poder voltar a conviver mais com os todos esses seus mentores, esses para quem e com quem sempre colaborou e aprendeu, e talvez corra mundo e fique rico. Há muitas Tecnoformas à sua espera, negócios com o Estado imensos, vai haver aí um Quadro Comunitário de grandes oportunidades, mas tem que fazer melhor que da outra vez.

E até lhe aconselho uma sociedade com o Marques Mendes! Ele já tem imensas, tantas que nem as conhece todas, mas sabe de tudo, tem ligações a tudo, veja lá que até anuncia o que o senhor ainda não decidiu, com esse é que é, eu não o referi mas este sim este é um exemplo de vida e de como ter poder sem estar no Poder.

Já viu a dica que lhe acabo de dar : ter poder sem estar no Poder. Assim já não vai ficar tão angustiado com a derrota, não é? E depois, Pedro Passos Coelho, o Dias Loureiro não tem assim um negócio que se apresente, é tudo muito dúbio, eu sei que o seu desejo é correr mundo mas… e o Relvas, que faz agora o Relvas? Também tudo muito opaco, também não sei…é o Marques Mendes, é com ele. E sabe? Este não é igual aos outros… é só parecido.

E no fim, no fim mesmo, até pode não ter nada em seu nome mas…será rico na mesma!

Não somos todos iguais…mas que grande verdade!

publicado por lino47 às 13:01
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Marques Mendes



Marques Mendes, diga-se em abono da verdade é dos homens que conheço na politica que mais tem lutado por aquilo que defende.



Só quem não se lembra de Marques Mendes sempre a olhar por cima do ombro de todos os chefes do partido desde Sá carneiro até Passos Coelho, é que pode dizer que Marques Mendes é um arrivista.



Sá Carneiro foi presidente do PSD desde a sua formação até 1980 e Marques Mendes lá estava a olhar por cima do ombro.



Passados quarenta anos Passos Coelho é presidente do partido e Marques Mendes lá está a olhar por cima do ombro do homem.



Com a desvantajem de que com Sá Carneiro, eram os dois da mesma altura e Marques Mendes não fazia qualquer esforço para ocupar a sua posição de "voyeur".



Com Cavaco Silva e com Passos Coelho, Marques Mendes faz um enorme esforço para que a sua cabeça seja vista.



É de louvar tamanho esforço.



Há alguém que tenha mostrado na vida profissional mais empenho, submissão ao chefe e lambecuzismo?



Eu não conheço.



Este homem já merecia estar reformado.



A profissão de engraxador profissional é uma profissão de desgaste rápido e rebenta com a coluna toda. 


 

publicado por lino47 às 13:44
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Pronto, aqui fica a notícia.
Não era para dizer nada a ninguém mas como parece que a comunicação social ficou seca de notícias e não tem mais nada para dizer, a não ser que a Madona e o Rik Martin querem comprar casa em Portugal, eu aproveito para deixar aqui bem escarrapachado que também quero comprar casa em Portugal.
Ah! Tal como Rik Martin também quero comprar uma casa pequenhita.
Mais ou menos como a da fotografia já serve.
A única coisa que ainda não sei é como é que v...ou arranjar o dinheiro mas isso é secundário.
Prioritário é que sou noticia.

Ver Mais
Foto de Adelino Aj Carvalho.
publicado por lino47 às 13:43
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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

Televisão

Televisão igual a informação ou desinformação crónica?
Desde há longo tempo que as autoridades competentes avisam as estações de televisão para que nos concursos deixe de se falar em euros e fazer a comparação com escudos.
No entanto nos concursos das chamadas de valor acrescentao continua-se a falar de prémios em euros fazendo logo a comparação com a moeda antiga.
Quando a moeda antiga já deixou de circular há 17 anos continua tudo a facilitar o obscurantismo tão querido desta gente.

Foto de Adelino Aj Carvalho.
 
publicado por lino47 às 13:31
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Sábado, 13 de Maio de 2017

Mais fátima

Mais Fátima

colchões.png

 

Crianças em idade escolar mas sem terem escola, com o estômago a dar horas e o sol a queimar a pique em cima delas até poderiam ter visto o Dalai Lama, o planeta Mercúrio, ou simplesmante terem desmaiado que para o resultado final era o mesmo. O que interessava era que elas dissessem que viram a nossa senhora do rosário. O resto arranja-se. Com a santa de Vilar Chão, foi o médico da terra mais o padre que lhe injectaram um vírus que lhe fez ganhar bolhas e feridas, passados uns dias injectaram-lhe o antídoto e a rapariga curou-se numa noite. Depois foi só espalhar o mito e organizar as excursões. O resto vem por arrasto. Não deu o mesmo resultado porque já havia um em andamento, porque era longe de tudo, muito lá para o norte e porque as condições de acesso não eram tão boas. Ourém era o ideal. No centro do país, perto de cidades como Coimbra, Santarém Tomar Leiria ou Abrantes. Grande visão de negócio, sim senhor

publicado por lino47 às 11:43
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Uma grande maioria do pobinho que está hoje em Fátima não está lá por fé nem está por crendice. Está lá porque é fim de semana, está em Fátima porque o governo deu tolerância de ponto aos Funcionários Públicos, está lá porque está lá o Papa Chico, está lá como podia estar a fazer um pic-nic, está lá para mandar selfies à familia, está lá para ver as vedetas de televisão, está lá para ver se consegue passar na televisão nem que seja por duas décimas de um segundo, está lá porque está com a família, está lá porque está com os amigos a fazer uma grande festa com caldeiradas, feijoadas, garrafões de vinho e cerveja ou está lá como podia estar noutro lado qualquer incluido a Luz, Alvalade ou o Jamor.

fatima.jpg

 

publicado por lino47 às 11:42
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2017

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Há mais. Há muitos mais e já vem de há muito tempo. Há por aí um outro, que comprou por um euro uma empresa industrial de média dimensão mas falida. Pediu dinheiro e créditos que à vara larga lhe foram concedidos e hoje é multimilionário. Começou como aprendiz de operário metalúrgico na Lisnave. Do mal o menos que criou umas dezenas largas de postos de trabalho. Não é Joaquim mas é António e até tem voz ativa quando se trata de negociar salários e direitos sociais dos trabalhadores portugueses. Há um outro, que de simples engenheiro numa empresa de madeiras, aproveitou o balanço do 25 de Abril de 1974, para na confusão que se seguiu, colocar-se á cabeça da Comissão de trabalhadores sob a batuta de um partido de extrema esquerda, UDP, e a pouco e pouco ir-se apropriando da fortuna dos patrões. Este também não é Joaquim mas é Belmiro. Hoje é só um dos mais ricos empresários portuguses que movimenta milhares de milhões de euros. Ah! o primeiro que eu menciono também encabeçou a Comissão de trabalhadores da Setenave, mas esta era manipulada por outro partido de esquerda, PCP.
publicado por lino47 às 12:42
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